quinta-feira, 5 de agosto de 2010

ENTREVISTA COM PROMOTOR DE MISSÕES.

ENTREVISTA COM PROMOTOR DE MISSÕES.
DC. MÁRCIO DIAS. Igreja Batista de vila norma-SJM-RJ


1. Fale um pouco de sua paixão pela obra missionária:
Márcio diz: A minha paixão é acompanhada de uma vontade imensa de visitar um campo missionário fora do Brasil.
2. Qual tem sido sua experiência como promotora de missões na IBVN?
Márcio diz: Uma experiência marcante. Quando me recordo que um menino entregou sua oferta de missões no dia do seu aniversário, e ainda faltavam cinqüenta centavos para completar o alvo. Muitas outras experiências tem me marcado. História de amor por missões.
3. Em sua opinião, o que a igreja brasileira precisa para cumprir o ide de Jesus?
Márcio diz: O fator determinante é a ousadia. Só para termos uma idéia, se compararmos as ofertas de 2009, somando a entrada e dividindo com cada batista brasileiro, seria como que cada crente batista entregasse sessenta e três centavos de oferta. Ainda é pouco, falta mais ousadia para fazer missões.
4. Quais são os projetos e desafios da IBVN até a volta de Cristo?
Márcio diz: Trabalhar a consciência da Igreja, para a continuidade da obra missionária. Para que o ide De Jesus seja uma realidade até a volta de Cristo.
5. Uma palavra de desafio aos leitores:
“Márcio diz: Fica para os nossos corações a palavra que diz: “..Quem sou eu e quem é meu povo,para sermos capazes de fazer tais ofertas voluntárias? Porque tudo vem de ti e ti ofertamos o que recebemos de tua mão.” I crônicas 29.14
Missões é um desafio dado por Deus, e nada mais é do que devolver o que Ele mesmo nos deu. Seja você também um promotor de missões!!!

Soberania de Deus como superação da soberania humana na teologia deuteronômica.

Soberania de Deus ou Reino de Deus, era uma palavra- chave que abria as portas a todas as esperanças israelitas.
A literatura que chamamos deuteronomista tratou-se de uma era da mais profunda crise para Israel. Inicialmente trabalharam no templo e na corte real de Jerusalém. E mais tarde, prosseguiram trabalhando no exílio em terras da babilônia. O profeta Jeremias lhe era próximo.
O significado e alcance do pensamento deuteronomista percebem- se também no Novo Testamento na dialética paulina da Lei e Graça, sua doutrina da justiça de Deus... Jesus também usou desse pensamento, apela para o “seguimento” e “amor”.
Na teologia deuteronomista, trata-se tematicamente da soberania. Consegue de tal forma sistematizar o processo, que chega a considerar o tempo da introdução da realeza como o tempo do reinado ou realeza de Deus sobre Israel.
Sempre que Israel se esquivou ao reinado de seu Deus, vieram as trevas. Os teólogos deuteronomistas consideraram a exigência de um rei humano como rompimento com a sujeição à soberania e reinado de Deus. Elaboram uma fórmula que conciliava a soberania de Deus com a soberania humana.
A penúria os levou ao Egito, tornaram-se “estrangeiros residentes” não gozavam de cidadania plena, e pouco a pouco tornaram escravos. Foi dessa situação que Iahweh, o seu Deus, os “retirou”, restituiu-lhes o direito antigo. Levando-os “para este lugar santo” Jerusalém. Nessa terra, somente estão sujeitos a Iahweh. E devem segui-lo somente. E tê-lo , como senhor.
Esse domínio de Iahweh, não é escravatura e exploração, mas dom de vida boa. Ele não oprime mas liberta. Israel, pelo contrário, fez do amor novamente aquilo que era original. Nisso constitui o empreendimento dos teólogos deuteronomistas. Iahweh é único. Eis uma linguagem de amor.
“Iahweh ama o estrangeiro, portanto, amareis o estrangeiro, porque fostes estrangeiro no Egito.” Dt 10.18 Está aí como Israel deve se comportar perante os outros membros.
Na pregação de Jesus, ao proclamar a soberania de Deus, deixa bem claro que devem abandonar tudo que os escraviza e domina. Conclamando-os a que o sigam. A soberania, o senhorio ou Reinado de Deus, que Jesus oferece é contrário da dominação humana.
CONCLUSÃO:
“A Teologia influenciada pela retribuição é norteada pela barganha. Quanto mais DOU, mais TENHO, quanto mais FAÇO, mais POSSUO. Desta forma, fica difícil enxergar a atuação da graça de Deus se movimentando na história da humanidade. Deus não está preso em um esquema de retribuição” Felinto Faria Neto
O texto de Deuteronômio 28 mostra-nos as bênçãos e/ou as maldições de Yahweh que virão sobre aquele que praticam ou não as suas leis.
De fato o texto é base para judeus de várias épocas. E essa Teologia foi defendida pelos sacerdotes de Israel em seus pronunciamentos e criticada por sábios do antigo Israel.
... Todavia, se não obedeceres à voz de Yahweh, teu Deus, cuidando de pôr em prática TODOS os teus mandamentos e estatutos que hoje te ordeno, todas essas maldições virão sobre ti e te atingirão...” Deuteronômio 28,15.
Esse texto muitas vezes foi usado para julgar pessoas e taxá-las como pecadoras, ou impuras, somente por estarem sofrendo de/por alguma enfermidade.
Se uma pessoa estivesse doente por qualquer causa isso era sinal de que ela não cumpriu a lei e por isso Yahweh está castigando-a.
Mas, se você cumprir a lei... As bênçãos de Yahweh virão sobre você e “sereis benditos no campo a na cidade” Deuteronômio 28.3
“Quem faz o bem, tanto a Deus, quanto ao próximo, será contemplado com todas as bênçãos”.
Muitos “pobres” foram oprimidos por causa deste discurso, pessoas, que tinham pouco grau de instrução, facilmente, eram infectadas em Israel e as autoridades judaicas designava-os como impuros, pecadores.
Hoje, existem duas correntes ideológicas que lembram essa teologia, não com tanta forma como a da retribuição na sociedade judaica.
Uma delas é a que diz: - Se você está em pecado o seu corpo sofre com doenças, ou seja, a doença é o reflexo do pecado na vida das pessoas.
A outra, é a Teologia da Prosperidade que na verdade tirou a obediência às leis e estatutos de Yahweh e começou a dizer que se você fizer votos, pactos, acordos, com ele, ele te retribuirá.
A primeira está ligada a Deuteronômio 28.22 e a segunda a Deuteronômio 28,3.
Devemos desmascarar estas “falsas” teologias que nos cercam e temos que mostrar que Yahweh é SOBERANO.
Assim como os teólogos deuteronomistas tentavam conciliar a soberania de Deus com a soberania humana, vemos hoje certas teologias sendo lançadas para acomodar os desejos de dominação religiosa em nome de Deus. O que se impõe na verdade é o domínio do homem que não se sujeita à soberania de Deus. A “releitura” das leis pelos teólogos da época intencionava não ver os erros da mesma, mas dar as mesmas sentido humano.
Entretanto esse “sentido humano” pesou sobre o povo. O termo “amor” do oriente antigo significava também estar “subjugado” .Quando Jesus, conclama os homens a tudo abandonar, segui-lo e amar uns aos outros.
Devemos temer apenas um domínio, o dos homens. A soberania e o domínio que Jesus oferece, é totalmente contrária essa dominação humana. O seu Reino é de amor e liberdade. O soberano humano jamais pode oferecer o amor de Deus. O amor incondicional!!

Por Valéria Dias.