terça-feira, 27 de abril de 2010
MISERICÓRDIA e SACRIFÍCIO
Jesus invocou uma mudança de princípios no pensamento religioso dos judeus, usando esse termo “Misericórdia quero e não sacrifício”. Isso porque a religião dos fariseus os levava a buscar as melhores pessoas para o seu círculo religioso e social. Ora, a chegada de Jesus ao mundo veio para mudar a história com a quebra de maldições e a pior delas era a discriminação entre pessoas, quando algum grupo social ou religioso mostrava-se mais importante, chegando à discriminação daqueles que ousassem discordar desses.
Enquanto o Mestre estava entre publicanos e pecadores, os olhares dos religiosos fariseus o acompanhavam para o pegarem em alguma falta ou mesmo para denegrir a sua imagem, fazendo propaganda que o diminuíssem ante o olhar de toda uma nação. Invocaram a atitude de Jesus, dizendo que este vivia e comia entre publicanos.
Nessa altura da história os sacrifícios de animais eram praticados pelo judaísmo; e os seus participantes sentiam-se satisfeitos em viverem dissolutamente, com alguma aparência religiosa, fazendo longas orações e jejuns para, com isso, passarem uma imagem de santificação à vista dos olhos da nação judaica. O importante para eles é que não deixassem de praticar o sacrifício de animais, como se somente isso pudesse apagar todas as suas transgressões.
Então Jesus mostra-lhes que a sua presença teria que levar pessoas a uma atitude que realmente mostrasse a presença de Deus numa ação nova, a nova aliança, realmente redentora, o que demandaria numa mudança de princípios. Mudar hábitos já é difícil; imagine mudar princípios.
Hoje, como ontem, a palavra do Senhor Jesus continua ecoando aos nossos ouvidos e deseja nos levar a uma nova atitude tanto diante do próprio Deus como também diante dos nossos semelhantes. Por misericórdia de Deus fomos feitos filhos d’Ele por adoção e temos que mostrar que a nova aliança está válida tanto em nossa maneira de viver, como na maneira de agir em relação ao mundo que nos cerca.
O cristão deve fazer um novo sacrifício: santificar-se todo dia e toda hora. Isso é sacrifício, sem dúvida. Por outro lado, deve mostrar ao seu semelhante a misericórdia de Deus atuante em sua vida, sempre estendida em favor daqueles que esperam uma ação de Deus em seu favor.
Pr. Paulo Lima.
Enquanto o Mestre estava entre publicanos e pecadores, os olhares dos religiosos fariseus o acompanhavam para o pegarem em alguma falta ou mesmo para denegrir a sua imagem, fazendo propaganda que o diminuíssem ante o olhar de toda uma nação. Invocaram a atitude de Jesus, dizendo que este vivia e comia entre publicanos.
Nessa altura da história os sacrifícios de animais eram praticados pelo judaísmo; e os seus participantes sentiam-se satisfeitos em viverem dissolutamente, com alguma aparência religiosa, fazendo longas orações e jejuns para, com isso, passarem uma imagem de santificação à vista dos olhos da nação judaica. O importante para eles é que não deixassem de praticar o sacrifício de animais, como se somente isso pudesse apagar todas as suas transgressões.
Então Jesus mostra-lhes que a sua presença teria que levar pessoas a uma atitude que realmente mostrasse a presença de Deus numa ação nova, a nova aliança, realmente redentora, o que demandaria numa mudança de princípios. Mudar hábitos já é difícil; imagine mudar princípios.
Hoje, como ontem, a palavra do Senhor Jesus continua ecoando aos nossos ouvidos e deseja nos levar a uma nova atitude tanto diante do próprio Deus como também diante dos nossos semelhantes. Por misericórdia de Deus fomos feitos filhos d’Ele por adoção e temos que mostrar que a nova aliança está válida tanto em nossa maneira de viver, como na maneira de agir em relação ao mundo que nos cerca.
O cristão deve fazer um novo sacrifício: santificar-se todo dia e toda hora. Isso é sacrifício, sem dúvida. Por outro lado, deve mostrar ao seu semelhante a misericórdia de Deus atuante em sua vida, sempre estendida em favor daqueles que esperam uma ação de Deus em seu favor.
Pr. Paulo Lima.
A moeda mais valiosa.
Tudo na vida tem seu preço. A maioria das coisas da vida se paga em moeda corrente porque o seu valor é material e financeiro; outras, porém, o valor é tão especial que o dinheiro não pode pagar.
A Bíblia Sagrada nos informa que somos religados com Deus pela intermediação única e suficiente de Jesus Cristo, o qual é o próprio Deus que se fez homem e habitou entre nós, sendo Jesus homem e sendo Deus igualmente.
Para o homem sem raízes espirituais cristãs, esse pensamento é uma absoluta loucura. Não é possível à natureza humana pecaminosa enxergar e muito menos entender como isso acontece. Só a revelação do Espírito Santo, comunicando diretamente ao espírito do homem pode faze-lo entender, pela fé, esse maravilhoso fenômeno.
Na sua vinda ao mundo para participar da natureza e da história física da humanidade, Jesus Cristo encerrou a página da vigência da lei e abriu uma nova página que é a era da graça. O que o homem não pôde fazer para alcançar Deus, agora Deus faz para alcançar o homem, achegando-se e se revelando, dando assim a abertura num novo tempo, no qual a graça prevalece à lei. Parece que, a partir desse momento, tudo ficou fácil e tranqüilo... Que nada! A coisa mais cara do mundo é a graça! Por isso a salvação é “pela graça” e não “de graça”. Primeiro porque ao se achegar para a graça de Deus o ser humano tem que atender ao primeiro chamado de Jesus: “Se alguém quiser me seguir, negue-se a si mesmo, tome sobre si a sua cruz e siga-me!” É renúncia... Depois terá que atender ao segundo e terceiro chamados: “Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim...” É receber Jesus como Senhor – subjugar-se e recebe-lo como Mestre e professor para toda a vida. Depois é tomar o caminho da santificação e “ser santo como eu sou santo” (palavras de Jesus) e, por fim, ser um serviçal e colocar-se à disposição do Reino de Deus! Ufa, que preço! E tem a última parcela desse preço: a fé – essa é a moeda de maior valor para Deus. Todos os chamados de Jesus só serão de algum proveito para o ser humano se esse puder crer. Tudo é possível ao crente. É crendo em Jesus e O recebendo como salvador que poderemos pagar o alto preço da graça.
Pr. Paulo Rodrigues Lima
A Bíblia Sagrada nos informa que somos religados com Deus pela intermediação única e suficiente de Jesus Cristo, o qual é o próprio Deus que se fez homem e habitou entre nós, sendo Jesus homem e sendo Deus igualmente.
Para o homem sem raízes espirituais cristãs, esse pensamento é uma absoluta loucura. Não é possível à natureza humana pecaminosa enxergar e muito menos entender como isso acontece. Só a revelação do Espírito Santo, comunicando diretamente ao espírito do homem pode faze-lo entender, pela fé, esse maravilhoso fenômeno.
Na sua vinda ao mundo para participar da natureza e da história física da humanidade, Jesus Cristo encerrou a página da vigência da lei e abriu uma nova página que é a era da graça. O que o homem não pôde fazer para alcançar Deus, agora Deus faz para alcançar o homem, achegando-se e se revelando, dando assim a abertura num novo tempo, no qual a graça prevalece à lei. Parece que, a partir desse momento, tudo ficou fácil e tranqüilo... Que nada! A coisa mais cara do mundo é a graça! Por isso a salvação é “pela graça” e não “de graça”. Primeiro porque ao se achegar para a graça de Deus o ser humano tem que atender ao primeiro chamado de Jesus: “Se alguém quiser me seguir, negue-se a si mesmo, tome sobre si a sua cruz e siga-me!” É renúncia... Depois terá que atender ao segundo e terceiro chamados: “Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim...” É receber Jesus como Senhor – subjugar-se e recebe-lo como Mestre e professor para toda a vida. Depois é tomar o caminho da santificação e “ser santo como eu sou santo” (palavras de Jesus) e, por fim, ser um serviçal e colocar-se à disposição do Reino de Deus! Ufa, que preço! E tem a última parcela desse preço: a fé – essa é a moeda de maior valor para Deus. Todos os chamados de Jesus só serão de algum proveito para o ser humano se esse puder crer. Tudo é possível ao crente. É crendo em Jesus e O recebendo como salvador que poderemos pagar o alto preço da graça.
Pr. Paulo Rodrigues Lima
sábado, 17 de abril de 2010
A COMPAIXÃO DO REINO DE DEUS
TEXTO:
Compaixão é um tema abundante na Bíblia, tanto AT quanto no NT.
Na verdade, compaixão é uma característica do Reino de Deus, por isso o tema deste estudo: COMPAIXÃO DO REINO DE DEUS
Antes de tudo, é preciso saber identificar o que o Novo Testamento quer dizer quando fala de Reino de Deus
§ A expressão não aparece no AT, mas sua idéia está presente
§ O termo passou por etapas de compreensão: primeiro, cria-se que o governo de Deus, através da dinastia de Davi, seria estabelecido sobre a Terra; depois, que este reino de Deus seria realizado por meio do Templo e dos sacerdotes.
§ Na época de Jesus, predominava a noção segundo a qual o Reino de Deus era uma entidade inteiramente futura e se manifestaria numa completa inversão de posições, em que Israel ficaria por cima e os opressores virariam oprimidos (idéia da vingança de Deus contra os inimigos de seu povo).
§ O Reino de Deus está no centro do ministério de Jesus – Mt 4.17; Lc 17.21 (dentro de vós ou no meio de vós)
§ Para Jesus, duas características sobre o reino são importantes:
a) O Reino de Deus é tanto futuro quanto presente. O Reino de Deus já ocorreu por causa de Jesus, mas ainda deve ser alvo da busca dos discípulos (venha a nós o teu reino).
b) O Reino de Deus promove um ataque ao mal sob todas as suas formas. Onde o Reino de Deus chega, o mal é confrontado (dor, doença, morte, pecado, exclusão religiosa etc)
Veremos três aspectos relacionados à compaixão que surge pela vinda do Reino de Deus:
1. A compaixão do Pai
§ “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu seu filho...”
§ A imagem de Deus apresentada pela Bíblia é de um Deus apaixonado pelo ser humano, um Deus que ama a todos sem lhes impor condições.
§ A compaixão é demonstrada na libertação realizada por Deus – “Vi a aflição do meu povo,que está no Egito, e ouvi o seu clamor (...) Conheço-lhes o sofrimento, por isso desci a fim de livrá-los.” (Êx 3.7-8)
§ A compaixão do Pai é revelada nas parábolas do Filho – Lc 15.11-24 (A Parábola do Filho Pródigo)
2. A COMPAIXÃO DO FILHO REVELADA NA ENCARNAÇÃO
JESUS E SEU MINISTÉRIO
QUEM FOI JESUS?
ü Nasceu entre 7-4 aC, e não no ano 0.
ü Foi um galileu (“homem da periferia”).
ü Galiléia, localizada no extremo norte do Império Romano, não tinha ligações com o Templo em Jerusalém (exceto quando os representantes do Templo vinham cobrar impostos).
ü Foi um carpinteiro,isto é, um camponês que não tem terra.
ü Família pobre – Lc 2.22-24 (ver Levítico 12.8)
ESTRUTURA SOCIAL DA PALESTINA (SÉCULOS I-II)
Ricos:
• Senadores romanos: 1000 famílias para um império de 50 milhões. Salário médio = 400.000 denários
• Cavaleiros: 50000 (salário: 200.000 denários)
• Decuriões: 5 % da população do império. Salário: 25.000 denários
Classes intermediárias: artesãos, comerciantes, marinheiros etc.
POBRES:
• Biscateiros: trabalham quando há oportunidades
• Mendigos, cegos, aleijados, mulheres abandonadas, crianças abandonadas, viúvas
• Maus pagadores: acabavam tornando-se semi-escravos.
HÁ UMA TRIPLA TAXAÇÃO SOBRE O CAMPONÊS.
PAGA-SE IMPOSTO:
a) Ao Império Romano (taxa militar);
b) Às elites governamentais regionais (por exemplo, o rei Herodes);
c) Ao Templo de Jerusalém (imposto religioso).
Alguns pesquisadores afirmam que essa tributação chegava a 60% da renda das famílias camponesas.
• Isso gera um empobrecimento muito forte da região, em especial, na Galiléia.
• A vida na Palestina do I século não era fácil: fome, banditismo, doenças surgem em todos os lados.
• Daí o surgimento de vários messias com palavras de esperança e/ou vingança contra os “inimigos” (romanos). Um exemplo é Simão Barkorba (por volta do ano 132 dC).
• Antes, durante e depois do tempo de Jesus, existem “messias” – ver At 5.35-37
§ O caráter do ministério de Jesus está registrado em Lucas 4.16-21, onde Jesus, na sinagoga, repete o texto de Isaías 61. Assim, as promessas de Isaías se cumprem no ministério de Jesus.
§ É necessário não se esquecer da dimensão humana de Jesus. Jesus é o Cristo, mas também é o Nazareno. Assim, não é possível separar a encarnação da missão. Só pode existir missão cristã se houver encarnação!
§ Jesus esvaziou-se, assumiu figura humana e, sob a forma de um ser humano, veio anunciar a salvação do Reino de Deus em nosso meio.
§ Na posição de nazareno, Jesus enxergou a vida religiosa de seus dias a partir da periferia. “Pode algo de bom vir de Nazaré?”
§ “No ventre de Maria, Deus se fez homem. Na oficina de José, Deus se fez classe”
§ É interessante que o anúncio do nascimento de Jesus é dado, primeiramente, aos pobres (pastores de Israel); o evangelho do Reino foi anunciado aos pobres!
DESTAQUE AOS MARGINALIZADOS
1. Lc 10.30 / 17.1 – SAMARITANOS
Quem eram os samaritanos? Duas possibilidades:
1. Eles seriam colonos estrangeiros tranplantados na Samaria pelos assírios para substituir os israelistas deportados em 721 aC. Estes estrangeiros teriam trazido seus deuses, misturando o culto a eles com o culto a Javé.
2. Eles descenderiam das tribos de Efraim e de Manassés, e seriam os únicos continuadores da fé israelita tal qual ela aparece no Pentatêuco
Nunca foram vistos com bons olhos pelos israelitas, mas a ruptura total ocorreu devido à construção do templo em Gerazim no ano de 332 aC. São excluídos por razões religiosas e políticas.
2. Lc 5.27-32 – PUBLICANOS
Os publicanos eram cobradores de impostos. Numa sociedade dominada pelo estrangeiro, eles são considerados traidores de seu próprio povo. São excluídos por razões religiosas e políticas.
3. Lc 7.36-50 – PECADORES, LEPROSOS e PROSTITUTAS
São excluídos por razões morais e religiosas.
Helmut Thielicke - “encarar a miséria do próximo é o primeiro ato de amor ao próximo”.
Embora a estrada seja uma só – um caminho que descia de Jerusalém para Jericó – existem diferentes modos de se caminhar por ela. Pela mesma estrada, passaram um homem comum, um assaltante covarde e violento, um sacerdote indiferente, um levita insensível, e um samaritano cheio de compaixão. Assim, embora a estrada seja a mesma para todos, ela se transforma a partir das ações dos que caminham por ela. Essa é a diferença: como andamos no caminho do Reino de Deus? A pergunta a ser feita é: o que nós fazemos, na vida, com aquilo que aprendemos no culto? Como agimos na estrada para Jericó, nós que acabamos de sair de Jerusalém? Que tipo de fruto nossa fé produz no dia-a-dia e na vida das pessoas que estão ao nosso redor?
O culto a Deus é feito de amor que sempre gera ações na vida, pois o único lugar que a verdadeira religião cristã pode se manifestar é na própria existência. O Templo e a vida são um só na ótica do Reino. É por isso que Tiago nos diz que a religião pura e sem mácula para com o nosso Deus e Pai é “visitar os órfãos e as viúvas nas suas tribulações e a si mesmo guardar-se incontaminado do mundo” (Tg 1.27), e que as obras são sempre o sinal de uma fé viva e atuante (Tg 2.14-18).
4. Lc 8.2-3 – MULHERES
Além destas, Lucas fala sobre a cura da mulher com fluxo de sangue. Considerada constantemente impura pela religião farisaica, impedida de participar do culto.
Ao agir na vida dessas duas pessoas, Jesus destruiu as categorias “puro” e “impuro” defendidas pela religião de sua época. A mulher com hemorragia entrava na categoria de impura, bem como a menina morta (era proibido tocar em cadáveres). Jesus pouco se importou com isso. Em vez de ficar contaminado pelos “impuros” (conforme definidos pelos religiosos), Jesus inverteu o processo e purificou estas pessoas. A mulher com fluxo de sangue não tornou Jesus impuro; ela se afastou curada. A menina morta não contaminou Jesus; foi ressuscitada. Aqui existe uma lição importante para nós, cristãos: seguindo o exemplo de Jesus, nós podemos ser agentes da santidade de Deus, mesmo em meio a um mundo impuro e que jaz no maligno
5. Lc 6.20-21 – POBRES
Ver também Lc 21 – a oferta da viúva pobre
O Evangelho em Lucas também é para os ricos – Zaqueu e Bartimeu (Lc 18.35-19.10)
6. Mc 1.40-45 – LEPROSOS
CHAVE HERMENÊUTICA PRESENTE NO EV. LUCAS:
O JUBILEU
• Lv 25: O ano do Jubileu.
• Dt 15.1-11: olhar para os oprimidos.
• Is 61.1-2: ano aceitável do Senhor (JUBILEU).
• Lc 4.16-21: o caráter do ministério de Jesus.
• At 2.44-47; 4.32-35: o caráter da Igreja Primitiva.
3. A COMPAIXÃO DO ESPÍRITO REVELADA PELA IGREJA.
• O Espírito é enviado pelo Pai,por meio do Filho, a este mundo para que “este mundo não se arruine, mas viva” (J. Moltmann)
• É a habitação do Espírito em nós que possibilita a missão cristã.
• Esta missão deve ser encarnacional. “Assim como o Pai me enviou, eu vos envio” (Jo 20.21). Esta é a base da nossa missão como cristãos. Encarnar significa assumir-se como cidadão (do céu) no mundo; significa conhecer este mundo, ouvir suas necessidades.
A COMPAIXÃO REVELADA NO CUIDADO COM O PRÓXIMO
• O Espírito nos envia ao nosso próximo.
• Qualquer relacionamento com Deus que não resulte em envolvimento com a dor e o sofrimento alheios não pode ser verdadeiro.
• LER I Jo 4.7-21
FRASES IMPORTANTES:
§ Se Jesus amou o mundo de tal maneira que entrou nele através da encarnação, como podem seus seguidores proclamar que amam o mundo procurando escapar dele?
§ “Religião trata tanto do céu quanto da terra... Qualquer religião que professar estar preocupada com as almas dos homens e não está preocupada com a pobreza que os predestina à morte, com as condições econômicas que os estrangula e com as condições sociais que os tornam paralíticos, é uma religião seca como poeira!” (MARTIN LUTHER KING JR)
§ “Vocês vieram, colocaram uma Bíblia em nossas mãos e nos ensinaram a orar fechando nossos olhos. Enquanto estávamos de olhos fechados, vocês nos roubaram tudo, inclusive nossas bíblias”. (bispo anglicano, África do Sul, Desmond Tutu)
§ RENÉ PADILLA: nossa evangelização precisa ser algo que “se oriente para o rompimento da escravidão do homem no mundo e que não seja uma expressão da escravidão da igreja ao mundo (...) Não há lugar para estatísticas sobre quantos morrem sem Cristo a cada minuto se elas não considerarem quantos dos que assim morrem são vítimas da fome. Não há lugar para a evangelização que, ao passar junto ao homem que foi assaltado pelos ladrões enquanto descia pelo caminho de Jerusalém a Jericó, vê nele uma alma que deve salvar-se mas passa por cima do homem”.
§ Nosso chamado é uma convocação à uma missão integral, que cuida da alma e do corpo; que espera com fé pelas delícias do Céu, mas que também age, aqui e agora, para aliviar o sofrimento humano sob qualquer forma que este se apresente.
§ Mt 25.31-46 – revela como o juízo de Jesus está intimamente ligado à atitude social que a igreja deve manter para com o próximo
Tanto a sociedade moderna quanto a Igreja precisam reconstruir seus valores e ideais, adotando um novo (e mais justo) estilo de vida. Cabe aqui uma pergunta formulada pelo pastor e escritor Anthony Campolo, quando percebeu que 73% dos cães de estimação norte-americanos estão com peso acima da média: que tipo de povo daria comida demais a animais de estimação enquanto deixa crianças morrerem de fome nos países mais pobres? Esta idiosincrasia invadiu a igreja, tornando seus muros fechados e altos demais, forçando a pobreza e o sofrimento alheios a permanecerem do lado de fora. Ao adotar esta postura, entretanto, a igreja perde seu papel, compromete sua missão, repudia a mensagem do Evangelho e trai a Seu Senhor, na medida em que, para Jesus, a missão relaciona-se intimamente com o amor prático, que precisa ser demonstrado pela igreja, àqueles que tem fome, sede, estão nús, ou aprisionados em sua vida (Mt 25).
Creio que vale a pena aqui transcrever um texto bíblico que fale qual tipo de religião Deus deseja para Seu povo: o que está registrado em Isaías 1.10-20. Este texto possui início, meio e fim:
a) É dirigido ao povo de Israel (Estado e sociedade), porém o profeta o chama de “Sodoma e Gomorra”. Isto equivale a um insulto muito forte.
b) Deus diz ao povo: “Eu não tenho alegria no culto que vocês oferecem! Estou farto! Todo o esforço religioso que vocês apresentam me é cansativo!”
c) Deus destrói a liturgia. Acaba com as ofertas e o culto por causa do pecado do homem: mãos cheias de sangue provocadas não diretamente pelo ato de matar, mas sim pela conivência em não cuidar do oprimido. É esta atitude que Deus despreza! É interessante perceber que, em hebraico, as palavras órfão, viúva e pobre têm o mesmo radical; são quase sinônimos.
d) O que Deus exige (não pede ou convida, mas exige, com toda a força desta palavra) que seu povo: repreenda o opressor e defenda o direito do órfão e da viúva.
e) Portanto, uma Igreja que se associa ao poder, e demoniza o pobre perdeu de vista a missão de Deus. O desafio da Igreja é defender aquele que ninguém quer defender. Como diz Provérbios: “Abre a boca em favor do mudo, pelo direito de todos os que se acham desamparados. Abre a boca, julga retamente, e faze justiça aos pobres e aos necessitados” (Pv 31.8-9).
Compaixão é um tema abundante na Bíblia, tanto AT quanto no NT.
Na verdade, compaixão é uma característica do Reino de Deus, por isso o tema deste estudo: COMPAIXÃO DO REINO DE DEUS
Antes de tudo, é preciso saber identificar o que o Novo Testamento quer dizer quando fala de Reino de Deus
§ A expressão não aparece no AT, mas sua idéia está presente
§ O termo passou por etapas de compreensão: primeiro, cria-se que o governo de Deus, através da dinastia de Davi, seria estabelecido sobre a Terra; depois, que este reino de Deus seria realizado por meio do Templo e dos sacerdotes.
§ Na época de Jesus, predominava a noção segundo a qual o Reino de Deus era uma entidade inteiramente futura e se manifestaria numa completa inversão de posições, em que Israel ficaria por cima e os opressores virariam oprimidos (idéia da vingança de Deus contra os inimigos de seu povo).
§ O Reino de Deus está no centro do ministério de Jesus – Mt 4.17; Lc 17.21 (dentro de vós ou no meio de vós)
§ Para Jesus, duas características sobre o reino são importantes:
a) O Reino de Deus é tanto futuro quanto presente. O Reino de Deus já ocorreu por causa de Jesus, mas ainda deve ser alvo da busca dos discípulos (venha a nós o teu reino).
b) O Reino de Deus promove um ataque ao mal sob todas as suas formas. Onde o Reino de Deus chega, o mal é confrontado (dor, doença, morte, pecado, exclusão religiosa etc)
Veremos três aspectos relacionados à compaixão que surge pela vinda do Reino de Deus:
1. A compaixão do Pai
§ “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu seu filho...”
§ A imagem de Deus apresentada pela Bíblia é de um Deus apaixonado pelo ser humano, um Deus que ama a todos sem lhes impor condições.
§ A compaixão é demonstrada na libertação realizada por Deus – “Vi a aflição do meu povo,que está no Egito, e ouvi o seu clamor (...) Conheço-lhes o sofrimento, por isso desci a fim de livrá-los.” (Êx 3.7-8)
§ A compaixão do Pai é revelada nas parábolas do Filho – Lc 15.11-24 (A Parábola do Filho Pródigo)
2. A COMPAIXÃO DO FILHO REVELADA NA ENCARNAÇÃO
JESUS E SEU MINISTÉRIO
QUEM FOI JESUS?
ü Nasceu entre 7-4 aC, e não no ano 0.
ü Foi um galileu (“homem da periferia”).
ü Galiléia, localizada no extremo norte do Império Romano, não tinha ligações com o Templo em Jerusalém (exceto quando os representantes do Templo vinham cobrar impostos).
ü Foi um carpinteiro,isto é, um camponês que não tem terra.
ü Família pobre – Lc 2.22-24 (ver Levítico 12.8)
ESTRUTURA SOCIAL DA PALESTINA (SÉCULOS I-II)
Ricos:
• Senadores romanos: 1000 famílias para um império de 50 milhões. Salário médio = 400.000 denários
• Cavaleiros: 50000 (salário: 200.000 denários)
• Decuriões: 5 % da população do império. Salário: 25.000 denários
Classes intermediárias: artesãos, comerciantes, marinheiros etc.
POBRES:
• Biscateiros: trabalham quando há oportunidades
• Mendigos, cegos, aleijados, mulheres abandonadas, crianças abandonadas, viúvas
• Maus pagadores: acabavam tornando-se semi-escravos.
HÁ UMA TRIPLA TAXAÇÃO SOBRE O CAMPONÊS.
PAGA-SE IMPOSTO:
a) Ao Império Romano (taxa militar);
b) Às elites governamentais regionais (por exemplo, o rei Herodes);
c) Ao Templo de Jerusalém (imposto religioso).
Alguns pesquisadores afirmam que essa tributação chegava a 60% da renda das famílias camponesas.
• Isso gera um empobrecimento muito forte da região, em especial, na Galiléia.
• A vida na Palestina do I século não era fácil: fome, banditismo, doenças surgem em todos os lados.
• Daí o surgimento de vários messias com palavras de esperança e/ou vingança contra os “inimigos” (romanos). Um exemplo é Simão Barkorba (por volta do ano 132 dC).
• Antes, durante e depois do tempo de Jesus, existem “messias” – ver At 5.35-37
§ O caráter do ministério de Jesus está registrado em Lucas 4.16-21, onde Jesus, na sinagoga, repete o texto de Isaías 61. Assim, as promessas de Isaías se cumprem no ministério de Jesus.
§ É necessário não se esquecer da dimensão humana de Jesus. Jesus é o Cristo, mas também é o Nazareno. Assim, não é possível separar a encarnação da missão. Só pode existir missão cristã se houver encarnação!
§ Jesus esvaziou-se, assumiu figura humana e, sob a forma de um ser humano, veio anunciar a salvação do Reino de Deus em nosso meio.
§ Na posição de nazareno, Jesus enxergou a vida religiosa de seus dias a partir da periferia. “Pode algo de bom vir de Nazaré?”
§ “No ventre de Maria, Deus se fez homem. Na oficina de José, Deus se fez classe”
§ É interessante que o anúncio do nascimento de Jesus é dado, primeiramente, aos pobres (pastores de Israel); o evangelho do Reino foi anunciado aos pobres!
DESTAQUE AOS MARGINALIZADOS
1. Lc 10.30 / 17.1 – SAMARITANOS
Quem eram os samaritanos? Duas possibilidades:
1. Eles seriam colonos estrangeiros tranplantados na Samaria pelos assírios para substituir os israelistas deportados em 721 aC. Estes estrangeiros teriam trazido seus deuses, misturando o culto a eles com o culto a Javé.
2. Eles descenderiam das tribos de Efraim e de Manassés, e seriam os únicos continuadores da fé israelita tal qual ela aparece no Pentatêuco
Nunca foram vistos com bons olhos pelos israelitas, mas a ruptura total ocorreu devido à construção do templo em Gerazim no ano de 332 aC. São excluídos por razões religiosas e políticas.
2. Lc 5.27-32 – PUBLICANOS
Os publicanos eram cobradores de impostos. Numa sociedade dominada pelo estrangeiro, eles são considerados traidores de seu próprio povo. São excluídos por razões religiosas e políticas.
3. Lc 7.36-50 – PECADORES, LEPROSOS e PROSTITUTAS
São excluídos por razões morais e religiosas.
Helmut Thielicke - “encarar a miséria do próximo é o primeiro ato de amor ao próximo”.
Embora a estrada seja uma só – um caminho que descia de Jerusalém para Jericó – existem diferentes modos de se caminhar por ela. Pela mesma estrada, passaram um homem comum, um assaltante covarde e violento, um sacerdote indiferente, um levita insensível, e um samaritano cheio de compaixão. Assim, embora a estrada seja a mesma para todos, ela se transforma a partir das ações dos que caminham por ela. Essa é a diferença: como andamos no caminho do Reino de Deus? A pergunta a ser feita é: o que nós fazemos, na vida, com aquilo que aprendemos no culto? Como agimos na estrada para Jericó, nós que acabamos de sair de Jerusalém? Que tipo de fruto nossa fé produz no dia-a-dia e na vida das pessoas que estão ao nosso redor?
O culto a Deus é feito de amor que sempre gera ações na vida, pois o único lugar que a verdadeira religião cristã pode se manifestar é na própria existência. O Templo e a vida são um só na ótica do Reino. É por isso que Tiago nos diz que a religião pura e sem mácula para com o nosso Deus e Pai é “visitar os órfãos e as viúvas nas suas tribulações e a si mesmo guardar-se incontaminado do mundo” (Tg 1.27), e que as obras são sempre o sinal de uma fé viva e atuante (Tg 2.14-18).
4. Lc 8.2-3 – MULHERES
Além destas, Lucas fala sobre a cura da mulher com fluxo de sangue. Considerada constantemente impura pela religião farisaica, impedida de participar do culto.
Ao agir na vida dessas duas pessoas, Jesus destruiu as categorias “puro” e “impuro” defendidas pela religião de sua época. A mulher com hemorragia entrava na categoria de impura, bem como a menina morta (era proibido tocar em cadáveres). Jesus pouco se importou com isso. Em vez de ficar contaminado pelos “impuros” (conforme definidos pelos religiosos), Jesus inverteu o processo e purificou estas pessoas. A mulher com fluxo de sangue não tornou Jesus impuro; ela se afastou curada. A menina morta não contaminou Jesus; foi ressuscitada. Aqui existe uma lição importante para nós, cristãos: seguindo o exemplo de Jesus, nós podemos ser agentes da santidade de Deus, mesmo em meio a um mundo impuro e que jaz no maligno
5. Lc 6.20-21 – POBRES
Ver também Lc 21 – a oferta da viúva pobre
O Evangelho em Lucas também é para os ricos – Zaqueu e Bartimeu (Lc 18.35-19.10)
6. Mc 1.40-45 – LEPROSOS
CHAVE HERMENÊUTICA PRESENTE NO EV. LUCAS:
O JUBILEU
• Lv 25: O ano do Jubileu.
• Dt 15.1-11: olhar para os oprimidos.
• Is 61.1-2: ano aceitável do Senhor (JUBILEU).
• Lc 4.16-21: o caráter do ministério de Jesus.
• At 2.44-47; 4.32-35: o caráter da Igreja Primitiva.
3. A COMPAIXÃO DO ESPÍRITO REVELADA PELA IGREJA.
• O Espírito é enviado pelo Pai,por meio do Filho, a este mundo para que “este mundo não se arruine, mas viva” (J. Moltmann)
• É a habitação do Espírito em nós que possibilita a missão cristã.
• Esta missão deve ser encarnacional. “Assim como o Pai me enviou, eu vos envio” (Jo 20.21). Esta é a base da nossa missão como cristãos. Encarnar significa assumir-se como cidadão (do céu) no mundo; significa conhecer este mundo, ouvir suas necessidades.
A COMPAIXÃO REVELADA NO CUIDADO COM O PRÓXIMO
• O Espírito nos envia ao nosso próximo.
• Qualquer relacionamento com Deus que não resulte em envolvimento com a dor e o sofrimento alheios não pode ser verdadeiro.
• LER I Jo 4.7-21
FRASES IMPORTANTES:
§ Se Jesus amou o mundo de tal maneira que entrou nele através da encarnação, como podem seus seguidores proclamar que amam o mundo procurando escapar dele?
§ “Religião trata tanto do céu quanto da terra... Qualquer religião que professar estar preocupada com as almas dos homens e não está preocupada com a pobreza que os predestina à morte, com as condições econômicas que os estrangula e com as condições sociais que os tornam paralíticos, é uma religião seca como poeira!” (MARTIN LUTHER KING JR)
§ “Vocês vieram, colocaram uma Bíblia em nossas mãos e nos ensinaram a orar fechando nossos olhos. Enquanto estávamos de olhos fechados, vocês nos roubaram tudo, inclusive nossas bíblias”. (bispo anglicano, África do Sul, Desmond Tutu)
§ RENÉ PADILLA: nossa evangelização precisa ser algo que “se oriente para o rompimento da escravidão do homem no mundo e que não seja uma expressão da escravidão da igreja ao mundo (...) Não há lugar para estatísticas sobre quantos morrem sem Cristo a cada minuto se elas não considerarem quantos dos que assim morrem são vítimas da fome. Não há lugar para a evangelização que, ao passar junto ao homem que foi assaltado pelos ladrões enquanto descia pelo caminho de Jerusalém a Jericó, vê nele uma alma que deve salvar-se mas passa por cima do homem”.
§ Nosso chamado é uma convocação à uma missão integral, que cuida da alma e do corpo; que espera com fé pelas delícias do Céu, mas que também age, aqui e agora, para aliviar o sofrimento humano sob qualquer forma que este se apresente.
§ Mt 25.31-46 – revela como o juízo de Jesus está intimamente ligado à atitude social que a igreja deve manter para com o próximo
Tanto a sociedade moderna quanto a Igreja precisam reconstruir seus valores e ideais, adotando um novo (e mais justo) estilo de vida. Cabe aqui uma pergunta formulada pelo pastor e escritor Anthony Campolo, quando percebeu que 73% dos cães de estimação norte-americanos estão com peso acima da média: que tipo de povo daria comida demais a animais de estimação enquanto deixa crianças morrerem de fome nos países mais pobres? Esta idiosincrasia invadiu a igreja, tornando seus muros fechados e altos demais, forçando a pobreza e o sofrimento alheios a permanecerem do lado de fora. Ao adotar esta postura, entretanto, a igreja perde seu papel, compromete sua missão, repudia a mensagem do Evangelho e trai a Seu Senhor, na medida em que, para Jesus, a missão relaciona-se intimamente com o amor prático, que precisa ser demonstrado pela igreja, àqueles que tem fome, sede, estão nús, ou aprisionados em sua vida (Mt 25).
Creio que vale a pena aqui transcrever um texto bíblico que fale qual tipo de religião Deus deseja para Seu povo: o que está registrado em Isaías 1.10-20. Este texto possui início, meio e fim:
a) É dirigido ao povo de Israel (Estado e sociedade), porém o profeta o chama de “Sodoma e Gomorra”. Isto equivale a um insulto muito forte.
b) Deus diz ao povo: “Eu não tenho alegria no culto que vocês oferecem! Estou farto! Todo o esforço religioso que vocês apresentam me é cansativo!”
c) Deus destrói a liturgia. Acaba com as ofertas e o culto por causa do pecado do homem: mãos cheias de sangue provocadas não diretamente pelo ato de matar, mas sim pela conivência em não cuidar do oprimido. É esta atitude que Deus despreza! É interessante perceber que, em hebraico, as palavras órfão, viúva e pobre têm o mesmo radical; são quase sinônimos.
d) O que Deus exige (não pede ou convida, mas exige, com toda a força desta palavra) que seu povo: repreenda o opressor e defenda o direito do órfão e da viúva.
e) Portanto, uma Igreja que se associa ao poder, e demoniza o pobre perdeu de vista a missão de Deus. O desafio da Igreja é defender aquele que ninguém quer defender. Como diz Provérbios: “Abre a boca em favor do mudo, pelo direito de todos os que se acham desamparados. Abre a boca, julga retamente, e faze justiça aos pobres e aos necessitados” (Pv 31.8-9).
quarta-feira, 7 de abril de 2010
A LIBERDADE TEM BOM PREÇO
“Estai pois firmes na liberdade com que Cristo nos libertou, e não torneis a meter-vos debaixo do jugo da servidão” – (Efésios 5:1)
Qualquer ser vivo considera a liberdade como o bem mais precioso de sua vida. É um fenômeno inato tanto aos seres irracionais quanto ao ser humano. Para estes, a privação da liberdade é o maior castigo que pode existir. Perder a liberdade será, sem dúvida, não ter razão para viver.
Os crentes da Igreja de Éfeso estavam sendo aconselhados pela experiência de Paulo, o apóstolo, para que se apercebessem do valor da liberdade que acabavam de receber quando a verdade do Cristo ressurreto entrou em suas vidas e os fez experimentar uma liberdade outrora desconhecida e que, agora, sutilmente estava sendo tirada deles, através de costumes religiosos que desejavam colocar-lhes um jugo que não correspondia à condição de cristãos libertos de princípios e rituais religiosos, para serem, de fato, livres para servirem a Deus de maneira racional, inteligente e livre. Os costumes dos religiosos judeus estavam tentando incutir na mente dos cristãos efésios as obrigações judias que em nada se achegariam à maneira de ser da mente renovada que o conhecimento e a reconciliação com Deus lhes permitiam viver. Isso tudo porque até hoje um judeu nada tem a ensinar a um cristão, muito menos bitolar a adoração e o costume livre deste ser de Cristo e de Deus. A rejeição dos judeus à pessoa de Jesus – que é histórica –, não dá condições de um judeu passar valores a um cristão. Em comum entre os dois só a raiz abraâmica, nada mais!
Os movimentos neo-pentencostais estão reavivando a prática judaizante com a elevação de símbolos judeus ao altar do Novo Testamento. A cada dia mais símbolos, palavras e práticas judias estão adentrando pelos templos ditos evangélicos. O “Shofar” tem sido usado para uma abertura “triunfal” em muitos cultos. O castiçal de sete velas está imponente e luzidio nos altares e púlpitos. E por aí vai! Para anunciar o Jesus Cristo tão conhecido em nossa língua portuguesa, já estão pronunciando o “Yeshua Hamatia”, causando confusão na mente de pessoas mais simples e que não sintonizaram o hebraico. Ora, isso é o judaísmo que está chegando e sendo até o causador de mal-entendidos que, por certo, serão de bom proveito para o diabo.
O que parece uma novidade para a maioria hoje, é uma velha tática demoníaca: fazer o crente deixar a simplicidade do Evangelho de Cristo para dar lugar e ouvido às coisas que já foram sepultadas para nós e que, postas em prática, em nada vão nos edificar; simplesmente nos farão ficar sob um jugo que não nos será útil na caminhada.
Mas, como a gente sabe, a liberdade tem seu preço. Nesse caso, o preço é a vigilância aos princípios da Palavra de Deus. Quem tem a Bíblia Sagrada como regra de fé e prática, não é presa dessas artimanhas do maligno.
Pr. Paulo Lima
Qualquer ser vivo considera a liberdade como o bem mais precioso de sua vida. É um fenômeno inato tanto aos seres irracionais quanto ao ser humano. Para estes, a privação da liberdade é o maior castigo que pode existir. Perder a liberdade será, sem dúvida, não ter razão para viver.
Os crentes da Igreja de Éfeso estavam sendo aconselhados pela experiência de Paulo, o apóstolo, para que se apercebessem do valor da liberdade que acabavam de receber quando a verdade do Cristo ressurreto entrou em suas vidas e os fez experimentar uma liberdade outrora desconhecida e que, agora, sutilmente estava sendo tirada deles, através de costumes religiosos que desejavam colocar-lhes um jugo que não correspondia à condição de cristãos libertos de princípios e rituais religiosos, para serem, de fato, livres para servirem a Deus de maneira racional, inteligente e livre. Os costumes dos religiosos judeus estavam tentando incutir na mente dos cristãos efésios as obrigações judias que em nada se achegariam à maneira de ser da mente renovada que o conhecimento e a reconciliação com Deus lhes permitiam viver. Isso tudo porque até hoje um judeu nada tem a ensinar a um cristão, muito menos bitolar a adoração e o costume livre deste ser de Cristo e de Deus. A rejeição dos judeus à pessoa de Jesus – que é histórica –, não dá condições de um judeu passar valores a um cristão. Em comum entre os dois só a raiz abraâmica, nada mais!
Os movimentos neo-pentencostais estão reavivando a prática judaizante com a elevação de símbolos judeus ao altar do Novo Testamento. A cada dia mais símbolos, palavras e práticas judias estão adentrando pelos templos ditos evangélicos. O “Shofar” tem sido usado para uma abertura “triunfal” em muitos cultos. O castiçal de sete velas está imponente e luzidio nos altares e púlpitos. E por aí vai! Para anunciar o Jesus Cristo tão conhecido em nossa língua portuguesa, já estão pronunciando o “Yeshua Hamatia”, causando confusão na mente de pessoas mais simples e que não sintonizaram o hebraico. Ora, isso é o judaísmo que está chegando e sendo até o causador de mal-entendidos que, por certo, serão de bom proveito para o diabo.
O que parece uma novidade para a maioria hoje, é uma velha tática demoníaca: fazer o crente deixar a simplicidade do Evangelho de Cristo para dar lugar e ouvido às coisas que já foram sepultadas para nós e que, postas em prática, em nada vão nos edificar; simplesmente nos farão ficar sob um jugo que não nos será útil na caminhada.
Mas, como a gente sabe, a liberdade tem seu preço. Nesse caso, o preço é a vigilância aos princípios da Palavra de Deus. Quem tem a Bíblia Sagrada como regra de fé e prática, não é presa dessas artimanhas do maligno.
Pr. Paulo Lima
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