Jesus invocou uma mudança de princípios no pensamento religioso dos judeus, usando esse termo “Misericórdia quero e não sacrifício”. Isso porque a religião dos fariseus os levava a buscar as melhores pessoas para o seu círculo religioso e social. Ora, a chegada de Jesus ao mundo veio para mudar a história com a quebra de maldições e a pior delas era a discriminação entre pessoas, quando algum grupo social ou religioso mostrava-se mais importante, chegando à discriminação daqueles que ousassem discordar desses.
Enquanto o Mestre estava entre publicanos e pecadores, os olhares dos religiosos fariseus o acompanhavam para o pegarem em alguma falta ou mesmo para denegrir a sua imagem, fazendo propaganda que o diminuíssem ante o olhar de toda uma nação. Invocaram a atitude de Jesus, dizendo que este vivia e comia entre publicanos.
Nessa altura da história os sacrifícios de animais eram praticados pelo judaísmo; e os seus participantes sentiam-se satisfeitos em viverem dissolutamente, com alguma aparência religiosa, fazendo longas orações e jejuns para, com isso, passarem uma imagem de santificação à vista dos olhos da nação judaica. O importante para eles é que não deixassem de praticar o sacrifício de animais, como se somente isso pudesse apagar todas as suas transgressões.
Então Jesus mostra-lhes que a sua presença teria que levar pessoas a uma atitude que realmente mostrasse a presença de Deus numa ação nova, a nova aliança, realmente redentora, o que demandaria numa mudança de princípios. Mudar hábitos já é difícil; imagine mudar princípios.
Hoje, como ontem, a palavra do Senhor Jesus continua ecoando aos nossos ouvidos e deseja nos levar a uma nova atitude tanto diante do próprio Deus como também diante dos nossos semelhantes. Por misericórdia de Deus fomos feitos filhos d’Ele por adoção e temos que mostrar que a nova aliança está válida tanto em nossa maneira de viver, como na maneira de agir em relação ao mundo que nos cerca.
O cristão deve fazer um novo sacrifício: santificar-se todo dia e toda hora. Isso é sacrifício, sem dúvida. Por outro lado, deve mostrar ao seu semelhante a misericórdia de Deus atuante em sua vida, sempre estendida em favor daqueles que esperam uma ação de Deus em seu favor.
Pr. Paulo Lima.

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