“Estai pois firmes na liberdade com que Cristo nos libertou, e não torneis a meter-vos debaixo do jugo da servidão” – (Efésios 5:1)
Qualquer ser vivo considera a liberdade como o bem mais precioso de sua vida. É um fenômeno inato tanto aos seres irracionais quanto ao ser humano. Para estes, a privação da liberdade é o maior castigo que pode existir. Perder a liberdade será, sem dúvida, não ter razão para viver.
Os crentes da Igreja de Éfeso estavam sendo aconselhados pela experiência de Paulo, o apóstolo, para que se apercebessem do valor da liberdade que acabavam de receber quando a verdade do Cristo ressurreto entrou em suas vidas e os fez experimentar uma liberdade outrora desconhecida e que, agora, sutilmente estava sendo tirada deles, através de costumes religiosos que desejavam colocar-lhes um jugo que não correspondia à condição de cristãos libertos de princípios e rituais religiosos, para serem, de fato, livres para servirem a Deus de maneira racional, inteligente e livre. Os costumes dos religiosos judeus estavam tentando incutir na mente dos cristãos efésios as obrigações judias que em nada se achegariam à maneira de ser da mente renovada que o conhecimento e a reconciliação com Deus lhes permitiam viver. Isso tudo porque até hoje um judeu nada tem a ensinar a um cristão, muito menos bitolar a adoração e o costume livre deste ser de Cristo e de Deus. A rejeição dos judeus à pessoa de Jesus – que é histórica –, não dá condições de um judeu passar valores a um cristão. Em comum entre os dois só a raiz abraâmica, nada mais!
Os movimentos neo-pentencostais estão reavivando a prática judaizante com a elevação de símbolos judeus ao altar do Novo Testamento. A cada dia mais símbolos, palavras e práticas judias estão adentrando pelos templos ditos evangélicos. O “Shofar” tem sido usado para uma abertura “triunfal” em muitos cultos. O castiçal de sete velas está imponente e luzidio nos altares e púlpitos. E por aí vai! Para anunciar o Jesus Cristo tão conhecido em nossa língua portuguesa, já estão pronunciando o “Yeshua Hamatia”, causando confusão na mente de pessoas mais simples e que não sintonizaram o hebraico. Ora, isso é o judaísmo que está chegando e sendo até o causador de mal-entendidos que, por certo, serão de bom proveito para o diabo.
O que parece uma novidade para a maioria hoje, é uma velha tática demoníaca: fazer o crente deixar a simplicidade do Evangelho de Cristo para dar lugar e ouvido às coisas que já foram sepultadas para nós e que, postas em prática, em nada vão nos edificar; simplesmente nos farão ficar sob um jugo que não nos será útil na caminhada.
Mas, como a gente sabe, a liberdade tem seu preço. Nesse caso, o preço é a vigilância aos princípios da Palavra de Deus. Quem tem a Bíblia Sagrada como regra de fé e prática, não é presa dessas artimanhas do maligno.
Pr. Paulo Lima

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