ENTREVISTA COM PROMOTOR DE MISSÕES.
DC. MÁRCIO DIAS. Igreja Batista de vila norma-SJM-RJ
1. Fale um pouco de sua paixão pela obra missionária:
Márcio diz: A minha paixão é acompanhada de uma vontade imensa de visitar um campo missionário fora do Brasil.
2. Qual tem sido sua experiência como promotora de missões na IBVN?
Márcio diz: Uma experiência marcante. Quando me recordo que um menino entregou sua oferta de missões no dia do seu aniversário, e ainda faltavam cinqüenta centavos para completar o alvo. Muitas outras experiências tem me marcado. História de amor por missões.
3. Em sua opinião, o que a igreja brasileira precisa para cumprir o ide de Jesus?
Márcio diz: O fator determinante é a ousadia. Só para termos uma idéia, se compararmos as ofertas de 2009, somando a entrada e dividindo com cada batista brasileiro, seria como que cada crente batista entregasse sessenta e três centavos de oferta. Ainda é pouco, falta mais ousadia para fazer missões.
4. Quais são os projetos e desafios da IBVN até a volta de Cristo?
Márcio diz: Trabalhar a consciência da Igreja, para a continuidade da obra missionária. Para que o ide De Jesus seja uma realidade até a volta de Cristo.
5. Uma palavra de desafio aos leitores:
“Márcio diz: Fica para os nossos corações a palavra que diz: “..Quem sou eu e quem é meu povo,para sermos capazes de fazer tais ofertas voluntárias? Porque tudo vem de ti e ti ofertamos o que recebemos de tua mão.” I crônicas 29.14
Missões é um desafio dado por Deus, e nada mais é do que devolver o que Ele mesmo nos deu. Seja você também um promotor de missões!!!
quinta-feira, 5 de agosto de 2010
Soberania de Deus como superação da soberania humana na teologia deuteronômica.
Soberania de Deus ou Reino de Deus, era uma palavra- chave que abria as portas a todas as esperanças israelitas.
A literatura que chamamos deuteronomista tratou-se de uma era da mais profunda crise para Israel. Inicialmente trabalharam no templo e na corte real de Jerusalém. E mais tarde, prosseguiram trabalhando no exílio em terras da babilônia. O profeta Jeremias lhe era próximo.
O significado e alcance do pensamento deuteronomista percebem- se também no Novo Testamento na dialética paulina da Lei e Graça, sua doutrina da justiça de Deus... Jesus também usou desse pensamento, apela para o “seguimento” e “amor”.
Na teologia deuteronomista, trata-se tematicamente da soberania. Consegue de tal forma sistematizar o processo, que chega a considerar o tempo da introdução da realeza como o tempo do reinado ou realeza de Deus sobre Israel.
Sempre que Israel se esquivou ao reinado de seu Deus, vieram as trevas. Os teólogos deuteronomistas consideraram a exigência de um rei humano como rompimento com a sujeição à soberania e reinado de Deus. Elaboram uma fórmula que conciliava a soberania de Deus com a soberania humana.
A penúria os levou ao Egito, tornaram-se “estrangeiros residentes” não gozavam de cidadania plena, e pouco a pouco tornaram escravos. Foi dessa situação que Iahweh, o seu Deus, os “retirou”, restituiu-lhes o direito antigo. Levando-os “para este lugar santo” Jerusalém. Nessa terra, somente estão sujeitos a Iahweh. E devem segui-lo somente. E tê-lo , como senhor.
Esse domínio de Iahweh, não é escravatura e exploração, mas dom de vida boa. Ele não oprime mas liberta. Israel, pelo contrário, fez do amor novamente aquilo que era original. Nisso constitui o empreendimento dos teólogos deuteronomistas. Iahweh é único. Eis uma linguagem de amor.
“Iahweh ama o estrangeiro, portanto, amareis o estrangeiro, porque fostes estrangeiro no Egito.” Dt 10.18 Está aí como Israel deve se comportar perante os outros membros.
Na pregação de Jesus, ao proclamar a soberania de Deus, deixa bem claro que devem abandonar tudo que os escraviza e domina. Conclamando-os a que o sigam. A soberania, o senhorio ou Reinado de Deus, que Jesus oferece é contrário da dominação humana.
CONCLUSÃO:
“A Teologia influenciada pela retribuição é norteada pela barganha. Quanto mais DOU, mais TENHO, quanto mais FAÇO, mais POSSUO. Desta forma, fica difícil enxergar a atuação da graça de Deus se movimentando na história da humanidade. Deus não está preso em um esquema de retribuição” Felinto Faria Neto
O texto de Deuteronômio 28 mostra-nos as bênçãos e/ou as maldições de Yahweh que virão sobre aquele que praticam ou não as suas leis.
De fato o texto é base para judeus de várias épocas. E essa Teologia foi defendida pelos sacerdotes de Israel em seus pronunciamentos e criticada por sábios do antigo Israel.
... Todavia, se não obedeceres à voz de Yahweh, teu Deus, cuidando de pôr em prática TODOS os teus mandamentos e estatutos que hoje te ordeno, todas essas maldições virão sobre ti e te atingirão...” Deuteronômio 28,15.
Esse texto muitas vezes foi usado para julgar pessoas e taxá-las como pecadoras, ou impuras, somente por estarem sofrendo de/por alguma enfermidade.
Se uma pessoa estivesse doente por qualquer causa isso era sinal de que ela não cumpriu a lei e por isso Yahweh está castigando-a.
Mas, se você cumprir a lei... As bênçãos de Yahweh virão sobre você e “sereis benditos no campo a na cidade” Deuteronômio 28.3
“Quem faz o bem, tanto a Deus, quanto ao próximo, será contemplado com todas as bênçãos”.
Muitos “pobres” foram oprimidos por causa deste discurso, pessoas, que tinham pouco grau de instrução, facilmente, eram infectadas em Israel e as autoridades judaicas designava-os como impuros, pecadores.
Hoje, existem duas correntes ideológicas que lembram essa teologia, não com tanta forma como a da retribuição na sociedade judaica.
Uma delas é a que diz: - Se você está em pecado o seu corpo sofre com doenças, ou seja, a doença é o reflexo do pecado na vida das pessoas.
A outra, é a Teologia da Prosperidade que na verdade tirou a obediência às leis e estatutos de Yahweh e começou a dizer que se você fizer votos, pactos, acordos, com ele, ele te retribuirá.
A primeira está ligada a Deuteronômio 28.22 e a segunda a Deuteronômio 28,3.
Devemos desmascarar estas “falsas” teologias que nos cercam e temos que mostrar que Yahweh é SOBERANO.
Assim como os teólogos deuteronomistas tentavam conciliar a soberania de Deus com a soberania humana, vemos hoje certas teologias sendo lançadas para acomodar os desejos de dominação religiosa em nome de Deus. O que se impõe na verdade é o domínio do homem que não se sujeita à soberania de Deus. A “releitura” das leis pelos teólogos da época intencionava não ver os erros da mesma, mas dar as mesmas sentido humano.
Entretanto esse “sentido humano” pesou sobre o povo. O termo “amor” do oriente antigo significava também estar “subjugado” .Quando Jesus, conclama os homens a tudo abandonar, segui-lo e amar uns aos outros.
Devemos temer apenas um domínio, o dos homens. A soberania e o domínio que Jesus oferece, é totalmente contrária essa dominação humana. O seu Reino é de amor e liberdade. O soberano humano jamais pode oferecer o amor de Deus. O amor incondicional!!
Por Valéria Dias.
A literatura que chamamos deuteronomista tratou-se de uma era da mais profunda crise para Israel. Inicialmente trabalharam no templo e na corte real de Jerusalém. E mais tarde, prosseguiram trabalhando no exílio em terras da babilônia. O profeta Jeremias lhe era próximo.
O significado e alcance do pensamento deuteronomista percebem- se também no Novo Testamento na dialética paulina da Lei e Graça, sua doutrina da justiça de Deus... Jesus também usou desse pensamento, apela para o “seguimento” e “amor”.
Na teologia deuteronomista, trata-se tematicamente da soberania. Consegue de tal forma sistematizar o processo, que chega a considerar o tempo da introdução da realeza como o tempo do reinado ou realeza de Deus sobre Israel.
Sempre que Israel se esquivou ao reinado de seu Deus, vieram as trevas. Os teólogos deuteronomistas consideraram a exigência de um rei humano como rompimento com a sujeição à soberania e reinado de Deus. Elaboram uma fórmula que conciliava a soberania de Deus com a soberania humana.
A penúria os levou ao Egito, tornaram-se “estrangeiros residentes” não gozavam de cidadania plena, e pouco a pouco tornaram escravos. Foi dessa situação que Iahweh, o seu Deus, os “retirou”, restituiu-lhes o direito antigo. Levando-os “para este lugar santo” Jerusalém. Nessa terra, somente estão sujeitos a Iahweh. E devem segui-lo somente. E tê-lo , como senhor.
Esse domínio de Iahweh, não é escravatura e exploração, mas dom de vida boa. Ele não oprime mas liberta. Israel, pelo contrário, fez do amor novamente aquilo que era original. Nisso constitui o empreendimento dos teólogos deuteronomistas. Iahweh é único. Eis uma linguagem de amor.
“Iahweh ama o estrangeiro, portanto, amareis o estrangeiro, porque fostes estrangeiro no Egito.” Dt 10.18 Está aí como Israel deve se comportar perante os outros membros.
Na pregação de Jesus, ao proclamar a soberania de Deus, deixa bem claro que devem abandonar tudo que os escraviza e domina. Conclamando-os a que o sigam. A soberania, o senhorio ou Reinado de Deus, que Jesus oferece é contrário da dominação humana.
CONCLUSÃO:
“A Teologia influenciada pela retribuição é norteada pela barganha. Quanto mais DOU, mais TENHO, quanto mais FAÇO, mais POSSUO. Desta forma, fica difícil enxergar a atuação da graça de Deus se movimentando na história da humanidade. Deus não está preso em um esquema de retribuição” Felinto Faria Neto
O texto de Deuteronômio 28 mostra-nos as bênçãos e/ou as maldições de Yahweh que virão sobre aquele que praticam ou não as suas leis.
De fato o texto é base para judeus de várias épocas. E essa Teologia foi defendida pelos sacerdotes de Israel em seus pronunciamentos e criticada por sábios do antigo Israel.
... Todavia, se não obedeceres à voz de Yahweh, teu Deus, cuidando de pôr em prática TODOS os teus mandamentos e estatutos que hoje te ordeno, todas essas maldições virão sobre ti e te atingirão...” Deuteronômio 28,15.
Esse texto muitas vezes foi usado para julgar pessoas e taxá-las como pecadoras, ou impuras, somente por estarem sofrendo de/por alguma enfermidade.
Se uma pessoa estivesse doente por qualquer causa isso era sinal de que ela não cumpriu a lei e por isso Yahweh está castigando-a.
Mas, se você cumprir a lei... As bênçãos de Yahweh virão sobre você e “sereis benditos no campo a na cidade” Deuteronômio 28.3
“Quem faz o bem, tanto a Deus, quanto ao próximo, será contemplado com todas as bênçãos”.
Muitos “pobres” foram oprimidos por causa deste discurso, pessoas, que tinham pouco grau de instrução, facilmente, eram infectadas em Israel e as autoridades judaicas designava-os como impuros, pecadores.
Hoje, existem duas correntes ideológicas que lembram essa teologia, não com tanta forma como a da retribuição na sociedade judaica.
Uma delas é a que diz: - Se você está em pecado o seu corpo sofre com doenças, ou seja, a doença é o reflexo do pecado na vida das pessoas.
A outra, é a Teologia da Prosperidade que na verdade tirou a obediência às leis e estatutos de Yahweh e começou a dizer que se você fizer votos, pactos, acordos, com ele, ele te retribuirá.
A primeira está ligada a Deuteronômio 28.22 e a segunda a Deuteronômio 28,3.
Devemos desmascarar estas “falsas” teologias que nos cercam e temos que mostrar que Yahweh é SOBERANO.
Assim como os teólogos deuteronomistas tentavam conciliar a soberania de Deus com a soberania humana, vemos hoje certas teologias sendo lançadas para acomodar os desejos de dominação religiosa em nome de Deus. O que se impõe na verdade é o domínio do homem que não se sujeita à soberania de Deus. A “releitura” das leis pelos teólogos da época intencionava não ver os erros da mesma, mas dar as mesmas sentido humano.
Entretanto esse “sentido humano” pesou sobre o povo. O termo “amor” do oriente antigo significava também estar “subjugado” .Quando Jesus, conclama os homens a tudo abandonar, segui-lo e amar uns aos outros.
Devemos temer apenas um domínio, o dos homens. A soberania e o domínio que Jesus oferece, é totalmente contrária essa dominação humana. O seu Reino é de amor e liberdade. O soberano humano jamais pode oferecer o amor de Deus. O amor incondicional!!
Por Valéria Dias.
quinta-feira, 29 de julho de 2010
"Bem-aventurados os Pobres"
† Lc.6.20-22.
A quem você daria as chaves de sua casa?
Concerteza a alguém de confiança. A alguém de muita confiança. Você confiaria a ele a guarda de todos os seus bens, particularmente os mais valiosos. Sem temer coisa alguma.
A quem Deus daria as chaves de sua casa?
De igual modo, a alguém de confiança. As bem-aventuranças tratam especificadamente disso: Jesus procura descrever aqueles a quem Deus confia, tanto a ponto de entregar a eles as chaves de todo o seu reino: “Bem-aventurados vós, os pobres, porque vosso é o Reino de Deus”. É aos pobres que Deus confia todo o seu Reino. É a eles que Deus confia todos os seus bens. E por causa disso, no Reino de Deus não há faminto que não venha a saciar-se, não há a triste que não venha a alegrar-se, não há perseguido que não se regozije diante da dor.
Curioso ressaltar que o texto não se refere a quatro tipos de pessoas distintas: os pobres, os famintos, os tristes e os perseguidos por causa do nome de Jesus. É certo que Jesus se refere à futura igreja. A igreja é o Reino de Deus. Não uma instituição de pedra. Mas corações: perseguidos e martirizados, alguns, desanimados pelo sofrimento e tristes. Outros, ausentes de qualquer recurso, sem terra ou propriedade, passam fome e mendigam. A eles é chegado o Reino. E quando o Reino de Deus chega, não há mais fome, não há mais tristeza. Há fartura e alegria.
Ao entregar as chaves do seu Reino o criador nos oferece uma prova do seu amor por nós. Se abnega do que é dele e a nós oferece como prova de seu cuidado. Até ao ponto de morrer por nós. Ora, os filhos somente podem receber a herança depois do pai morto. Eis o sinal do seu sacrifício. Se entregando à cruz, Jesus nos oferece tudo o que é dele, toda a sua herança. Todo o seu Reino.
Bem-aventurados vós, os pobres, porque vosso é o Reino de Deus.
Diogo Santana. Escritor e seminarista.
A quem você daria as chaves de sua casa?
Concerteza a alguém de confiança. A alguém de muita confiança. Você confiaria a ele a guarda de todos os seus bens, particularmente os mais valiosos. Sem temer coisa alguma.
A quem Deus daria as chaves de sua casa?
De igual modo, a alguém de confiança. As bem-aventuranças tratam especificadamente disso: Jesus procura descrever aqueles a quem Deus confia, tanto a ponto de entregar a eles as chaves de todo o seu reino: “Bem-aventurados vós, os pobres, porque vosso é o Reino de Deus”. É aos pobres que Deus confia todo o seu Reino. É a eles que Deus confia todos os seus bens. E por causa disso, no Reino de Deus não há faminto que não venha a saciar-se, não há a triste que não venha a alegrar-se, não há perseguido que não se regozije diante da dor.
Curioso ressaltar que o texto não se refere a quatro tipos de pessoas distintas: os pobres, os famintos, os tristes e os perseguidos por causa do nome de Jesus. É certo que Jesus se refere à futura igreja. A igreja é o Reino de Deus. Não uma instituição de pedra. Mas corações: perseguidos e martirizados, alguns, desanimados pelo sofrimento e tristes. Outros, ausentes de qualquer recurso, sem terra ou propriedade, passam fome e mendigam. A eles é chegado o Reino. E quando o Reino de Deus chega, não há mais fome, não há mais tristeza. Há fartura e alegria.
Ao entregar as chaves do seu Reino o criador nos oferece uma prova do seu amor por nós. Se abnega do que é dele e a nós oferece como prova de seu cuidado. Até ao ponto de morrer por nós. Ora, os filhos somente podem receber a herança depois do pai morto. Eis o sinal do seu sacrifício. Se entregando à cruz, Jesus nos oferece tudo o que é dele, toda a sua herança. Todo o seu Reino.
Bem-aventurados vós, os pobres, porque vosso é o Reino de Deus.
Diogo Santana. Escritor e seminarista.
sábado, 24 de julho de 2010
QUEM VÊ CARA, NÃO VÊ VOCAÇÃO
QUEM VÊ CARA, NÃO VÊ VOCAÇÃO
Jesus ia passando em frente à uma repartição pública do Estado Romano em Jerusalém e viu Levi, o publicano, um servidor público que estava de serviço ali e o chamou para que o seguisse, no que foi imediatamente atendido. Levi não teve dúvidas em deixar o seu emprego e seguir a Jesus, o que mudou tudo em sua vida, inclusive o seu nome, passando a chamar-se Mateus.
Em Lucas 5 : 27 a 31 a gente lê o resumo do que foi uma grande decisão que um homem tomou em sua vida, quando se registra: “...e ele, deixando tudo, levantou-se e o seguiu”. E não ficou só nisso, pois também reuniu os seus colegas de trabalho e, fazendo uma grande festa, apresentou-lhes a Jesus. Não tardaram os fariseus, os religiosos de serviço, que acusaram Jesus e os seus discípulos de se misturarem com as pessoas que eles, na sua religiosidade falsa, julgavam ser “publicanos e pecadores”, um bom motivo para Jesus replicar dizendo: “...o médico não vem para os que estão sãos, mas sim para os enfermos”.
Hoje em dia, vemos tantas pessoas se ocupando em seus afazeres e buscas humanas, que já não têm mais tempo para se dedicar ao Senhor, nem sequer aos domingos – o dia do Senhor! Imagine se Jesus o chamasse para deixar tudo e o seguir? O mundo de hoje está tomando o tempo dos cristãos e os tomando, aos poucos, dos braços de Jesus. Boa hora para uma reflexão sobre o que temos feito do nosso tempo em relação ao reino de Deus. Não acha? Então, pensemos sobre o que tem sido a nossa vida em relação ao Evangelho. Deixemos de lado, aquela história de buscar somente os favores de Jesus quando as coisas vão mal. Que tenhamos tempo para investir as nossas vidas na obra do Senhor, até chegarmos ao ponto de perguntarmos não o que o Reino de Deus pode fazer por nós, mas sim o que nós podemos fazer pelo Reino de Deus. É por aí que começa o caminho do galardão que o Senhor quer dar ao bom servos.
Pr. Paulo Lima
Jesus ia passando em frente à uma repartição pública do Estado Romano em Jerusalém e viu Levi, o publicano, um servidor público que estava de serviço ali e o chamou para que o seguisse, no que foi imediatamente atendido. Levi não teve dúvidas em deixar o seu emprego e seguir a Jesus, o que mudou tudo em sua vida, inclusive o seu nome, passando a chamar-se Mateus.
Em Lucas 5 : 27 a 31 a gente lê o resumo do que foi uma grande decisão que um homem tomou em sua vida, quando se registra: “...e ele, deixando tudo, levantou-se e o seguiu”. E não ficou só nisso, pois também reuniu os seus colegas de trabalho e, fazendo uma grande festa, apresentou-lhes a Jesus. Não tardaram os fariseus, os religiosos de serviço, que acusaram Jesus e os seus discípulos de se misturarem com as pessoas que eles, na sua religiosidade falsa, julgavam ser “publicanos e pecadores”, um bom motivo para Jesus replicar dizendo: “...o médico não vem para os que estão sãos, mas sim para os enfermos”.
Hoje em dia, vemos tantas pessoas se ocupando em seus afazeres e buscas humanas, que já não têm mais tempo para se dedicar ao Senhor, nem sequer aos domingos – o dia do Senhor! Imagine se Jesus o chamasse para deixar tudo e o seguir? O mundo de hoje está tomando o tempo dos cristãos e os tomando, aos poucos, dos braços de Jesus. Boa hora para uma reflexão sobre o que temos feito do nosso tempo em relação ao reino de Deus. Não acha? Então, pensemos sobre o que tem sido a nossa vida em relação ao Evangelho. Deixemos de lado, aquela história de buscar somente os favores de Jesus quando as coisas vão mal. Que tenhamos tempo para investir as nossas vidas na obra do Senhor, até chegarmos ao ponto de perguntarmos não o que o Reino de Deus pode fazer por nós, mas sim o que nós podemos fazer pelo Reino de Deus. É por aí que começa o caminho do galardão que o Senhor quer dar ao bom servos.
Pr. Paulo Lima
quarta-feira, 14 de julho de 2010
Valéria Lima Dias
Quando Deus pode contar com alguém!!!
Eu fiquei conhecida na bíblia como a mulher de Manoá, ou a mãe de Sansão. Era da tribo de Dã e morava em Zorá. A bíblia não cita o meu nome,talvez porque as minhas atitudes foram mais importantes que o meu nome em si.
Minha história está registrada no livro de Juízes a partir do capítulo 13, as minhas atitudes ficaram para a posteridade, assim como qualquer outra história de vida que faça a diferença para a humanidade.
Eu era estéril, e vista entre o meu povo como aquela que não era abençoada por Deus. Mas ainda assim, eu e meu marido tínhamos fé no Deus de Israel e éramos companheiros de oração. Deus sempre vai abençoar qualquer união espiritual. O anjo do senhor veio até mim. Ele visita aquele que busca respostas a cerca de sua vida e seus conflitos. Hoje Deus quer te visitar, deixe que Ele se aproxime de você e como um bálsamo venha tratar sua vida. Ele nunca te deixará sem resposta. Foi exatamente nesse contexto de oração que fui visitada pelo anjo do Senhor.
O anjo me disse que teria um filho, tantas coisas são determinadas no ventre materno... O meu filho seria consagrado ao Senhor desde o nascimento, ele iniciaria a libertação de Israel das mãos dos filisteus. O menino seria Nazireu, seria separado e como voto ao Senhor não poderia cortar o cabelo, nem se aproximar de um cadáver nem beber nenhuma bebida forte. O Nazireu deveria encontrar sua alegria no Senhor. Se você quiser agradar a Deus, deve encher-se do Espírito! (Ef. 5.18)
Muitos maus nascidos são aleijados pelo álcool, pelas drogas...Precisa-se de mães que gerem filhos melhores. Mães como colunas fortes. O que como mulher de Deus você tem permitido entrar em seu coração? Será que você proíbe seu filho de assistir filmes impróprios, mas você assiste? Diz que não deve mentir, mas mente? Que tipo de conduta você quer para o seu filho? É exatamente esse tipo de conduta que você deve ter. Filhos gerados para Deus cumprem suas ordenanças. Mesmo que este tenha que aprender com a sua própria vida, para no fim perceber para que propósito nasceu.
Meu esposo e eu, orávamos e esperávamos em Deus. Sabíamos que Senhor nos responderia no tempo certo. Mais uma vez na história uma mulher estéril iria conceber um “ filho da promessa Divina.” A bíblia registra tantos momentos em que o Senhor está na história, e que através da oração se vence as mais fortes opressões e nenhuma força do mal pode derrotar o povo de Deus.
Naquele momento, o meu povo voltou a fazer o que era mal aos olhos do Senhor. E por isso, por quarenta anos ficamos nas mãos dos filisteus. Era uma ameaça constante, pois do ponto de vista militar éramos um povo fraco. Quase sempre a opressão, o sofrimento, a rejeição, a humilhação... levam as pessoas a refletir sobre sua situação espiritual e a buscar a face de Deus.
As vezes você recebe a visita do Senhor em sua vida, e não dá a devida importância. Não o reconhece como O maravilhoso! (Is. 9.6) Ele era o anjo do Senhor que nos apareceu!
Manoá ofereceu um holocausto (um cabrito) e uma oferta de manjares( cereal, azeite e farinha) em símbolo de adoração a Deus, sobre fogo numa rocha. Quando a chama subiu, o anjo do Senhor subiu junto, fazendo com que meu marido percebesse que era a presença do próprio Deus. Nesse momento ele teve medo de morrer . Quando sua esperança está em Deus Ele derrama sobre você a sua misericórdia!Aleluia!!
Eu disse a meu marido, que se Deus quisesse nos matar, não aceitaria de nossas mãos o holocausto e a oferta de manjares, nem nos revelado tudo sobre nossa vida. Ele deveria lançar fora todo o medo. Qualquer temor seja ele de desemprego, enfermidades, morte... Será repelido por uma palavra de fé e esperança no Senhor.
Depois dessas revelações da parte de Deus, eu dei a luz a meu filho que se chamou Sansão; o menino cresceu, e o senhor o abençoou.Por vinte anos julgou o povo de Israel. Quando você consagra sua vida ao Senhor, se torna forte. O problema está quando, se perde a esperança da misericórdia de Deus por causa dos fracassos da vida. Ou se acomoda com a situação pecaminosa, a ponto de não fazer mais a diferença.
Quem gostaria de ver a história dos seus próprios pensamentos secretos escrita para todo mundo ler? Tal história do coração talvez não seria diferente da de Sansão. Mas Deus é misericordioso e onde tudo parece ruim pode-se dizer: Ainda há esperança!
É verdade que meu filho fracassou em suas escolhas, ao “brincar com o pecado”, apesar dos bons conselhos que recebia. Mulheres locais não pareciam atrair Sansão. Ele perdeu a visão de seu Nazireado, e mulheres mundanas tornaram-se suas parceiras.
Correntes, prisões e escuridão aprisionaram meu filho. Satanás explorou sua fraqueza, a única grande brecha em sua armadura. Eu vi meu filho tombar!Ele se tornou objeto de vergonha. Mas, nele também havia a lembrança de dias melhores, Deus trouxe a esperança a memória dele. Foi quando ele clamou por misericórdia. E mesmo diante da morte, foi um referencial para a nação.
Quando tudo parecia terminar em vergonha e desgraça, o Senhor agiu com misericórdia, pois Ele sabia a intenção do nosso coração.
Minha história ficou registrada na bíblia para que ninguém desanime. Há remédio para a reincidência, e principalmente quando o arrependimento é sincero. Então surge perdão e amor Divino. Deus pôde contar comigo, as minhas atitudes ficaram para a história. Tudo começa a dar certo na vida, quando Deus pode contar com alguém. Ele pode contar com você?
Monólogo, escrito por Valéria Lima Dias.
Cursando o 6º período do curso de teologia no STDC.
Eu fiquei conhecida na bíblia como a mulher de Manoá, ou a mãe de Sansão. Era da tribo de Dã e morava em Zorá. A bíblia não cita o meu nome,talvez porque as minhas atitudes foram mais importantes que o meu nome em si.
Minha história está registrada no livro de Juízes a partir do capítulo 13, as minhas atitudes ficaram para a posteridade, assim como qualquer outra história de vida que faça a diferença para a humanidade.
Eu era estéril, e vista entre o meu povo como aquela que não era abençoada por Deus. Mas ainda assim, eu e meu marido tínhamos fé no Deus de Israel e éramos companheiros de oração. Deus sempre vai abençoar qualquer união espiritual. O anjo do senhor veio até mim. Ele visita aquele que busca respostas a cerca de sua vida e seus conflitos. Hoje Deus quer te visitar, deixe que Ele se aproxime de você e como um bálsamo venha tratar sua vida. Ele nunca te deixará sem resposta. Foi exatamente nesse contexto de oração que fui visitada pelo anjo do Senhor.
O anjo me disse que teria um filho, tantas coisas são determinadas no ventre materno... O meu filho seria consagrado ao Senhor desde o nascimento, ele iniciaria a libertação de Israel das mãos dos filisteus. O menino seria Nazireu, seria separado e como voto ao Senhor não poderia cortar o cabelo, nem se aproximar de um cadáver nem beber nenhuma bebida forte. O Nazireu deveria encontrar sua alegria no Senhor. Se você quiser agradar a Deus, deve encher-se do Espírito! (Ef. 5.18)
Muitos maus nascidos são aleijados pelo álcool, pelas drogas...Precisa-se de mães que gerem filhos melhores. Mães como colunas fortes. O que como mulher de Deus você tem permitido entrar em seu coração? Será que você proíbe seu filho de assistir filmes impróprios, mas você assiste? Diz que não deve mentir, mas mente? Que tipo de conduta você quer para o seu filho? É exatamente esse tipo de conduta que você deve ter. Filhos gerados para Deus cumprem suas ordenanças. Mesmo que este tenha que aprender com a sua própria vida, para no fim perceber para que propósito nasceu.
Meu esposo e eu, orávamos e esperávamos em Deus. Sabíamos que Senhor nos responderia no tempo certo. Mais uma vez na história uma mulher estéril iria conceber um “ filho da promessa Divina.” A bíblia registra tantos momentos em que o Senhor está na história, e que através da oração se vence as mais fortes opressões e nenhuma força do mal pode derrotar o povo de Deus.
Naquele momento, o meu povo voltou a fazer o que era mal aos olhos do Senhor. E por isso, por quarenta anos ficamos nas mãos dos filisteus. Era uma ameaça constante, pois do ponto de vista militar éramos um povo fraco. Quase sempre a opressão, o sofrimento, a rejeição, a humilhação... levam as pessoas a refletir sobre sua situação espiritual e a buscar a face de Deus.
As vezes você recebe a visita do Senhor em sua vida, e não dá a devida importância. Não o reconhece como O maravilhoso! (Is. 9.6) Ele era o anjo do Senhor que nos apareceu!
Manoá ofereceu um holocausto (um cabrito) e uma oferta de manjares( cereal, azeite e farinha) em símbolo de adoração a Deus, sobre fogo numa rocha. Quando a chama subiu, o anjo do Senhor subiu junto, fazendo com que meu marido percebesse que era a presença do próprio Deus. Nesse momento ele teve medo de morrer . Quando sua esperança está em Deus Ele derrama sobre você a sua misericórdia!Aleluia!!
Eu disse a meu marido, que se Deus quisesse nos matar, não aceitaria de nossas mãos o holocausto e a oferta de manjares, nem nos revelado tudo sobre nossa vida. Ele deveria lançar fora todo o medo. Qualquer temor seja ele de desemprego, enfermidades, morte... Será repelido por uma palavra de fé e esperança no Senhor.
Depois dessas revelações da parte de Deus, eu dei a luz a meu filho que se chamou Sansão; o menino cresceu, e o senhor o abençoou.Por vinte anos julgou o povo de Israel. Quando você consagra sua vida ao Senhor, se torna forte. O problema está quando, se perde a esperança da misericórdia de Deus por causa dos fracassos da vida. Ou se acomoda com a situação pecaminosa, a ponto de não fazer mais a diferença.
Quem gostaria de ver a história dos seus próprios pensamentos secretos escrita para todo mundo ler? Tal história do coração talvez não seria diferente da de Sansão. Mas Deus é misericordioso e onde tudo parece ruim pode-se dizer: Ainda há esperança!
É verdade que meu filho fracassou em suas escolhas, ao “brincar com o pecado”, apesar dos bons conselhos que recebia. Mulheres locais não pareciam atrair Sansão. Ele perdeu a visão de seu Nazireado, e mulheres mundanas tornaram-se suas parceiras.
Correntes, prisões e escuridão aprisionaram meu filho. Satanás explorou sua fraqueza, a única grande brecha em sua armadura. Eu vi meu filho tombar!Ele se tornou objeto de vergonha. Mas, nele também havia a lembrança de dias melhores, Deus trouxe a esperança a memória dele. Foi quando ele clamou por misericórdia. E mesmo diante da morte, foi um referencial para a nação.
Quando tudo parecia terminar em vergonha e desgraça, o Senhor agiu com misericórdia, pois Ele sabia a intenção do nosso coração.
Minha história ficou registrada na bíblia para que ninguém desanime. Há remédio para a reincidência, e principalmente quando o arrependimento é sincero. Então surge perdão e amor Divino. Deus pôde contar comigo, as minhas atitudes ficaram para a história. Tudo começa a dar certo na vida, quando Deus pode contar com alguém. Ele pode contar com você?
Monólogo, escrito por Valéria Lima Dias.
Cursando o 6º período do curso de teologia no STDC.
terça-feira, 27 de abril de 2010
MISERICÓRDIA e SACRIFÍCIO
Jesus invocou uma mudança de princípios no pensamento religioso dos judeus, usando esse termo “Misericórdia quero e não sacrifício”. Isso porque a religião dos fariseus os levava a buscar as melhores pessoas para o seu círculo religioso e social. Ora, a chegada de Jesus ao mundo veio para mudar a história com a quebra de maldições e a pior delas era a discriminação entre pessoas, quando algum grupo social ou religioso mostrava-se mais importante, chegando à discriminação daqueles que ousassem discordar desses.
Enquanto o Mestre estava entre publicanos e pecadores, os olhares dos religiosos fariseus o acompanhavam para o pegarem em alguma falta ou mesmo para denegrir a sua imagem, fazendo propaganda que o diminuíssem ante o olhar de toda uma nação. Invocaram a atitude de Jesus, dizendo que este vivia e comia entre publicanos.
Nessa altura da história os sacrifícios de animais eram praticados pelo judaísmo; e os seus participantes sentiam-se satisfeitos em viverem dissolutamente, com alguma aparência religiosa, fazendo longas orações e jejuns para, com isso, passarem uma imagem de santificação à vista dos olhos da nação judaica. O importante para eles é que não deixassem de praticar o sacrifício de animais, como se somente isso pudesse apagar todas as suas transgressões.
Então Jesus mostra-lhes que a sua presença teria que levar pessoas a uma atitude que realmente mostrasse a presença de Deus numa ação nova, a nova aliança, realmente redentora, o que demandaria numa mudança de princípios. Mudar hábitos já é difícil; imagine mudar princípios.
Hoje, como ontem, a palavra do Senhor Jesus continua ecoando aos nossos ouvidos e deseja nos levar a uma nova atitude tanto diante do próprio Deus como também diante dos nossos semelhantes. Por misericórdia de Deus fomos feitos filhos d’Ele por adoção e temos que mostrar que a nova aliança está válida tanto em nossa maneira de viver, como na maneira de agir em relação ao mundo que nos cerca.
O cristão deve fazer um novo sacrifício: santificar-se todo dia e toda hora. Isso é sacrifício, sem dúvida. Por outro lado, deve mostrar ao seu semelhante a misericórdia de Deus atuante em sua vida, sempre estendida em favor daqueles que esperam uma ação de Deus em seu favor.
Pr. Paulo Lima.
Enquanto o Mestre estava entre publicanos e pecadores, os olhares dos religiosos fariseus o acompanhavam para o pegarem em alguma falta ou mesmo para denegrir a sua imagem, fazendo propaganda que o diminuíssem ante o olhar de toda uma nação. Invocaram a atitude de Jesus, dizendo que este vivia e comia entre publicanos.
Nessa altura da história os sacrifícios de animais eram praticados pelo judaísmo; e os seus participantes sentiam-se satisfeitos em viverem dissolutamente, com alguma aparência religiosa, fazendo longas orações e jejuns para, com isso, passarem uma imagem de santificação à vista dos olhos da nação judaica. O importante para eles é que não deixassem de praticar o sacrifício de animais, como se somente isso pudesse apagar todas as suas transgressões.
Então Jesus mostra-lhes que a sua presença teria que levar pessoas a uma atitude que realmente mostrasse a presença de Deus numa ação nova, a nova aliança, realmente redentora, o que demandaria numa mudança de princípios. Mudar hábitos já é difícil; imagine mudar princípios.
Hoje, como ontem, a palavra do Senhor Jesus continua ecoando aos nossos ouvidos e deseja nos levar a uma nova atitude tanto diante do próprio Deus como também diante dos nossos semelhantes. Por misericórdia de Deus fomos feitos filhos d’Ele por adoção e temos que mostrar que a nova aliança está válida tanto em nossa maneira de viver, como na maneira de agir em relação ao mundo que nos cerca.
O cristão deve fazer um novo sacrifício: santificar-se todo dia e toda hora. Isso é sacrifício, sem dúvida. Por outro lado, deve mostrar ao seu semelhante a misericórdia de Deus atuante em sua vida, sempre estendida em favor daqueles que esperam uma ação de Deus em seu favor.
Pr. Paulo Lima.
A moeda mais valiosa.
Tudo na vida tem seu preço. A maioria das coisas da vida se paga em moeda corrente porque o seu valor é material e financeiro; outras, porém, o valor é tão especial que o dinheiro não pode pagar.
A Bíblia Sagrada nos informa que somos religados com Deus pela intermediação única e suficiente de Jesus Cristo, o qual é o próprio Deus que se fez homem e habitou entre nós, sendo Jesus homem e sendo Deus igualmente.
Para o homem sem raízes espirituais cristãs, esse pensamento é uma absoluta loucura. Não é possível à natureza humana pecaminosa enxergar e muito menos entender como isso acontece. Só a revelação do Espírito Santo, comunicando diretamente ao espírito do homem pode faze-lo entender, pela fé, esse maravilhoso fenômeno.
Na sua vinda ao mundo para participar da natureza e da história física da humanidade, Jesus Cristo encerrou a página da vigência da lei e abriu uma nova página que é a era da graça. O que o homem não pôde fazer para alcançar Deus, agora Deus faz para alcançar o homem, achegando-se e se revelando, dando assim a abertura num novo tempo, no qual a graça prevalece à lei. Parece que, a partir desse momento, tudo ficou fácil e tranqüilo... Que nada! A coisa mais cara do mundo é a graça! Por isso a salvação é “pela graça” e não “de graça”. Primeiro porque ao se achegar para a graça de Deus o ser humano tem que atender ao primeiro chamado de Jesus: “Se alguém quiser me seguir, negue-se a si mesmo, tome sobre si a sua cruz e siga-me!” É renúncia... Depois terá que atender ao segundo e terceiro chamados: “Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim...” É receber Jesus como Senhor – subjugar-se e recebe-lo como Mestre e professor para toda a vida. Depois é tomar o caminho da santificação e “ser santo como eu sou santo” (palavras de Jesus) e, por fim, ser um serviçal e colocar-se à disposição do Reino de Deus! Ufa, que preço! E tem a última parcela desse preço: a fé – essa é a moeda de maior valor para Deus. Todos os chamados de Jesus só serão de algum proveito para o ser humano se esse puder crer. Tudo é possível ao crente. É crendo em Jesus e O recebendo como salvador que poderemos pagar o alto preço da graça.
Pr. Paulo Rodrigues Lima
A Bíblia Sagrada nos informa que somos religados com Deus pela intermediação única e suficiente de Jesus Cristo, o qual é o próprio Deus que se fez homem e habitou entre nós, sendo Jesus homem e sendo Deus igualmente.
Para o homem sem raízes espirituais cristãs, esse pensamento é uma absoluta loucura. Não é possível à natureza humana pecaminosa enxergar e muito menos entender como isso acontece. Só a revelação do Espírito Santo, comunicando diretamente ao espírito do homem pode faze-lo entender, pela fé, esse maravilhoso fenômeno.
Na sua vinda ao mundo para participar da natureza e da história física da humanidade, Jesus Cristo encerrou a página da vigência da lei e abriu uma nova página que é a era da graça. O que o homem não pôde fazer para alcançar Deus, agora Deus faz para alcançar o homem, achegando-se e se revelando, dando assim a abertura num novo tempo, no qual a graça prevalece à lei. Parece que, a partir desse momento, tudo ficou fácil e tranqüilo... Que nada! A coisa mais cara do mundo é a graça! Por isso a salvação é “pela graça” e não “de graça”. Primeiro porque ao se achegar para a graça de Deus o ser humano tem que atender ao primeiro chamado de Jesus: “Se alguém quiser me seguir, negue-se a si mesmo, tome sobre si a sua cruz e siga-me!” É renúncia... Depois terá que atender ao segundo e terceiro chamados: “Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim...” É receber Jesus como Senhor – subjugar-se e recebe-lo como Mestre e professor para toda a vida. Depois é tomar o caminho da santificação e “ser santo como eu sou santo” (palavras de Jesus) e, por fim, ser um serviçal e colocar-se à disposição do Reino de Deus! Ufa, que preço! E tem a última parcela desse preço: a fé – essa é a moeda de maior valor para Deus. Todos os chamados de Jesus só serão de algum proveito para o ser humano se esse puder crer. Tudo é possível ao crente. É crendo em Jesus e O recebendo como salvador que poderemos pagar o alto preço da graça.
Pr. Paulo Rodrigues Lima
sábado, 17 de abril de 2010
A COMPAIXÃO DO REINO DE DEUS
TEXTO:
Compaixão é um tema abundante na Bíblia, tanto AT quanto no NT.
Na verdade, compaixão é uma característica do Reino de Deus, por isso o tema deste estudo: COMPAIXÃO DO REINO DE DEUS
Antes de tudo, é preciso saber identificar o que o Novo Testamento quer dizer quando fala de Reino de Deus
§ A expressão não aparece no AT, mas sua idéia está presente
§ O termo passou por etapas de compreensão: primeiro, cria-se que o governo de Deus, através da dinastia de Davi, seria estabelecido sobre a Terra; depois, que este reino de Deus seria realizado por meio do Templo e dos sacerdotes.
§ Na época de Jesus, predominava a noção segundo a qual o Reino de Deus era uma entidade inteiramente futura e se manifestaria numa completa inversão de posições, em que Israel ficaria por cima e os opressores virariam oprimidos (idéia da vingança de Deus contra os inimigos de seu povo).
§ O Reino de Deus está no centro do ministério de Jesus – Mt 4.17; Lc 17.21 (dentro de vós ou no meio de vós)
§ Para Jesus, duas características sobre o reino são importantes:
a) O Reino de Deus é tanto futuro quanto presente. O Reino de Deus já ocorreu por causa de Jesus, mas ainda deve ser alvo da busca dos discípulos (venha a nós o teu reino).
b) O Reino de Deus promove um ataque ao mal sob todas as suas formas. Onde o Reino de Deus chega, o mal é confrontado (dor, doença, morte, pecado, exclusão religiosa etc)
Veremos três aspectos relacionados à compaixão que surge pela vinda do Reino de Deus:
1. A compaixão do Pai
§ “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu seu filho...”
§ A imagem de Deus apresentada pela Bíblia é de um Deus apaixonado pelo ser humano, um Deus que ama a todos sem lhes impor condições.
§ A compaixão é demonstrada na libertação realizada por Deus – “Vi a aflição do meu povo,que está no Egito, e ouvi o seu clamor (...) Conheço-lhes o sofrimento, por isso desci a fim de livrá-los.” (Êx 3.7-8)
§ A compaixão do Pai é revelada nas parábolas do Filho – Lc 15.11-24 (A Parábola do Filho Pródigo)
2. A COMPAIXÃO DO FILHO REVELADA NA ENCARNAÇÃO
JESUS E SEU MINISTÉRIO
QUEM FOI JESUS?
ü Nasceu entre 7-4 aC, e não no ano 0.
ü Foi um galileu (“homem da periferia”).
ü Galiléia, localizada no extremo norte do Império Romano, não tinha ligações com o Templo em Jerusalém (exceto quando os representantes do Templo vinham cobrar impostos).
ü Foi um carpinteiro,isto é, um camponês que não tem terra.
ü Família pobre – Lc 2.22-24 (ver Levítico 12.8)
ESTRUTURA SOCIAL DA PALESTINA (SÉCULOS I-II)
Ricos:
• Senadores romanos: 1000 famílias para um império de 50 milhões. Salário médio = 400.000 denários
• Cavaleiros: 50000 (salário: 200.000 denários)
• Decuriões: 5 % da população do império. Salário: 25.000 denários
Classes intermediárias: artesãos, comerciantes, marinheiros etc.
POBRES:
• Biscateiros: trabalham quando há oportunidades
• Mendigos, cegos, aleijados, mulheres abandonadas, crianças abandonadas, viúvas
• Maus pagadores: acabavam tornando-se semi-escravos.
HÁ UMA TRIPLA TAXAÇÃO SOBRE O CAMPONÊS.
PAGA-SE IMPOSTO:
a) Ao Império Romano (taxa militar);
b) Às elites governamentais regionais (por exemplo, o rei Herodes);
c) Ao Templo de Jerusalém (imposto religioso).
Alguns pesquisadores afirmam que essa tributação chegava a 60% da renda das famílias camponesas.
• Isso gera um empobrecimento muito forte da região, em especial, na Galiléia.
• A vida na Palestina do I século não era fácil: fome, banditismo, doenças surgem em todos os lados.
• Daí o surgimento de vários messias com palavras de esperança e/ou vingança contra os “inimigos” (romanos). Um exemplo é Simão Barkorba (por volta do ano 132 dC).
• Antes, durante e depois do tempo de Jesus, existem “messias” – ver At 5.35-37
§ O caráter do ministério de Jesus está registrado em Lucas 4.16-21, onde Jesus, na sinagoga, repete o texto de Isaías 61. Assim, as promessas de Isaías se cumprem no ministério de Jesus.
§ É necessário não se esquecer da dimensão humana de Jesus. Jesus é o Cristo, mas também é o Nazareno. Assim, não é possível separar a encarnação da missão. Só pode existir missão cristã se houver encarnação!
§ Jesus esvaziou-se, assumiu figura humana e, sob a forma de um ser humano, veio anunciar a salvação do Reino de Deus em nosso meio.
§ Na posição de nazareno, Jesus enxergou a vida religiosa de seus dias a partir da periferia. “Pode algo de bom vir de Nazaré?”
§ “No ventre de Maria, Deus se fez homem. Na oficina de José, Deus se fez classe”
§ É interessante que o anúncio do nascimento de Jesus é dado, primeiramente, aos pobres (pastores de Israel); o evangelho do Reino foi anunciado aos pobres!
DESTAQUE AOS MARGINALIZADOS
1. Lc 10.30 / 17.1 – SAMARITANOS
Quem eram os samaritanos? Duas possibilidades:
1. Eles seriam colonos estrangeiros tranplantados na Samaria pelos assírios para substituir os israelistas deportados em 721 aC. Estes estrangeiros teriam trazido seus deuses, misturando o culto a eles com o culto a Javé.
2. Eles descenderiam das tribos de Efraim e de Manassés, e seriam os únicos continuadores da fé israelita tal qual ela aparece no Pentatêuco
Nunca foram vistos com bons olhos pelos israelitas, mas a ruptura total ocorreu devido à construção do templo em Gerazim no ano de 332 aC. São excluídos por razões religiosas e políticas.
2. Lc 5.27-32 – PUBLICANOS
Os publicanos eram cobradores de impostos. Numa sociedade dominada pelo estrangeiro, eles são considerados traidores de seu próprio povo. São excluídos por razões religiosas e políticas.
3. Lc 7.36-50 – PECADORES, LEPROSOS e PROSTITUTAS
São excluídos por razões morais e religiosas.
Helmut Thielicke - “encarar a miséria do próximo é o primeiro ato de amor ao próximo”.
Embora a estrada seja uma só – um caminho que descia de Jerusalém para Jericó – existem diferentes modos de se caminhar por ela. Pela mesma estrada, passaram um homem comum, um assaltante covarde e violento, um sacerdote indiferente, um levita insensível, e um samaritano cheio de compaixão. Assim, embora a estrada seja a mesma para todos, ela se transforma a partir das ações dos que caminham por ela. Essa é a diferença: como andamos no caminho do Reino de Deus? A pergunta a ser feita é: o que nós fazemos, na vida, com aquilo que aprendemos no culto? Como agimos na estrada para Jericó, nós que acabamos de sair de Jerusalém? Que tipo de fruto nossa fé produz no dia-a-dia e na vida das pessoas que estão ao nosso redor?
O culto a Deus é feito de amor que sempre gera ações na vida, pois o único lugar que a verdadeira religião cristã pode se manifestar é na própria existência. O Templo e a vida são um só na ótica do Reino. É por isso que Tiago nos diz que a religião pura e sem mácula para com o nosso Deus e Pai é “visitar os órfãos e as viúvas nas suas tribulações e a si mesmo guardar-se incontaminado do mundo” (Tg 1.27), e que as obras são sempre o sinal de uma fé viva e atuante (Tg 2.14-18).
4. Lc 8.2-3 – MULHERES
Além destas, Lucas fala sobre a cura da mulher com fluxo de sangue. Considerada constantemente impura pela religião farisaica, impedida de participar do culto.
Ao agir na vida dessas duas pessoas, Jesus destruiu as categorias “puro” e “impuro” defendidas pela religião de sua época. A mulher com hemorragia entrava na categoria de impura, bem como a menina morta (era proibido tocar em cadáveres). Jesus pouco se importou com isso. Em vez de ficar contaminado pelos “impuros” (conforme definidos pelos religiosos), Jesus inverteu o processo e purificou estas pessoas. A mulher com fluxo de sangue não tornou Jesus impuro; ela se afastou curada. A menina morta não contaminou Jesus; foi ressuscitada. Aqui existe uma lição importante para nós, cristãos: seguindo o exemplo de Jesus, nós podemos ser agentes da santidade de Deus, mesmo em meio a um mundo impuro e que jaz no maligno
5. Lc 6.20-21 – POBRES
Ver também Lc 21 – a oferta da viúva pobre
O Evangelho em Lucas também é para os ricos – Zaqueu e Bartimeu (Lc 18.35-19.10)
6. Mc 1.40-45 – LEPROSOS
CHAVE HERMENÊUTICA PRESENTE NO EV. LUCAS:
O JUBILEU
• Lv 25: O ano do Jubileu.
• Dt 15.1-11: olhar para os oprimidos.
• Is 61.1-2: ano aceitável do Senhor (JUBILEU).
• Lc 4.16-21: o caráter do ministério de Jesus.
• At 2.44-47; 4.32-35: o caráter da Igreja Primitiva.
3. A COMPAIXÃO DO ESPÍRITO REVELADA PELA IGREJA.
• O Espírito é enviado pelo Pai,por meio do Filho, a este mundo para que “este mundo não se arruine, mas viva” (J. Moltmann)
• É a habitação do Espírito em nós que possibilita a missão cristã.
• Esta missão deve ser encarnacional. “Assim como o Pai me enviou, eu vos envio” (Jo 20.21). Esta é a base da nossa missão como cristãos. Encarnar significa assumir-se como cidadão (do céu) no mundo; significa conhecer este mundo, ouvir suas necessidades.
A COMPAIXÃO REVELADA NO CUIDADO COM O PRÓXIMO
• O Espírito nos envia ao nosso próximo.
• Qualquer relacionamento com Deus que não resulte em envolvimento com a dor e o sofrimento alheios não pode ser verdadeiro.
• LER I Jo 4.7-21
FRASES IMPORTANTES:
§ Se Jesus amou o mundo de tal maneira que entrou nele através da encarnação, como podem seus seguidores proclamar que amam o mundo procurando escapar dele?
§ “Religião trata tanto do céu quanto da terra... Qualquer religião que professar estar preocupada com as almas dos homens e não está preocupada com a pobreza que os predestina à morte, com as condições econômicas que os estrangula e com as condições sociais que os tornam paralíticos, é uma religião seca como poeira!” (MARTIN LUTHER KING JR)
§ “Vocês vieram, colocaram uma Bíblia em nossas mãos e nos ensinaram a orar fechando nossos olhos. Enquanto estávamos de olhos fechados, vocês nos roubaram tudo, inclusive nossas bíblias”. (bispo anglicano, África do Sul, Desmond Tutu)
§ RENÉ PADILLA: nossa evangelização precisa ser algo que “se oriente para o rompimento da escravidão do homem no mundo e que não seja uma expressão da escravidão da igreja ao mundo (...) Não há lugar para estatísticas sobre quantos morrem sem Cristo a cada minuto se elas não considerarem quantos dos que assim morrem são vítimas da fome. Não há lugar para a evangelização que, ao passar junto ao homem que foi assaltado pelos ladrões enquanto descia pelo caminho de Jerusalém a Jericó, vê nele uma alma que deve salvar-se mas passa por cima do homem”.
§ Nosso chamado é uma convocação à uma missão integral, que cuida da alma e do corpo; que espera com fé pelas delícias do Céu, mas que também age, aqui e agora, para aliviar o sofrimento humano sob qualquer forma que este se apresente.
§ Mt 25.31-46 – revela como o juízo de Jesus está intimamente ligado à atitude social que a igreja deve manter para com o próximo
Tanto a sociedade moderna quanto a Igreja precisam reconstruir seus valores e ideais, adotando um novo (e mais justo) estilo de vida. Cabe aqui uma pergunta formulada pelo pastor e escritor Anthony Campolo, quando percebeu que 73% dos cães de estimação norte-americanos estão com peso acima da média: que tipo de povo daria comida demais a animais de estimação enquanto deixa crianças morrerem de fome nos países mais pobres? Esta idiosincrasia invadiu a igreja, tornando seus muros fechados e altos demais, forçando a pobreza e o sofrimento alheios a permanecerem do lado de fora. Ao adotar esta postura, entretanto, a igreja perde seu papel, compromete sua missão, repudia a mensagem do Evangelho e trai a Seu Senhor, na medida em que, para Jesus, a missão relaciona-se intimamente com o amor prático, que precisa ser demonstrado pela igreja, àqueles que tem fome, sede, estão nús, ou aprisionados em sua vida (Mt 25).
Creio que vale a pena aqui transcrever um texto bíblico que fale qual tipo de religião Deus deseja para Seu povo: o que está registrado em Isaías 1.10-20. Este texto possui início, meio e fim:
a) É dirigido ao povo de Israel (Estado e sociedade), porém o profeta o chama de “Sodoma e Gomorra”. Isto equivale a um insulto muito forte.
b) Deus diz ao povo: “Eu não tenho alegria no culto que vocês oferecem! Estou farto! Todo o esforço religioso que vocês apresentam me é cansativo!”
c) Deus destrói a liturgia. Acaba com as ofertas e o culto por causa do pecado do homem: mãos cheias de sangue provocadas não diretamente pelo ato de matar, mas sim pela conivência em não cuidar do oprimido. É esta atitude que Deus despreza! É interessante perceber que, em hebraico, as palavras órfão, viúva e pobre têm o mesmo radical; são quase sinônimos.
d) O que Deus exige (não pede ou convida, mas exige, com toda a força desta palavra) que seu povo: repreenda o opressor e defenda o direito do órfão e da viúva.
e) Portanto, uma Igreja que se associa ao poder, e demoniza o pobre perdeu de vista a missão de Deus. O desafio da Igreja é defender aquele que ninguém quer defender. Como diz Provérbios: “Abre a boca em favor do mudo, pelo direito de todos os que se acham desamparados. Abre a boca, julga retamente, e faze justiça aos pobres e aos necessitados” (Pv 31.8-9).
Compaixão é um tema abundante na Bíblia, tanto AT quanto no NT.
Na verdade, compaixão é uma característica do Reino de Deus, por isso o tema deste estudo: COMPAIXÃO DO REINO DE DEUS
Antes de tudo, é preciso saber identificar o que o Novo Testamento quer dizer quando fala de Reino de Deus
§ A expressão não aparece no AT, mas sua idéia está presente
§ O termo passou por etapas de compreensão: primeiro, cria-se que o governo de Deus, através da dinastia de Davi, seria estabelecido sobre a Terra; depois, que este reino de Deus seria realizado por meio do Templo e dos sacerdotes.
§ Na época de Jesus, predominava a noção segundo a qual o Reino de Deus era uma entidade inteiramente futura e se manifestaria numa completa inversão de posições, em que Israel ficaria por cima e os opressores virariam oprimidos (idéia da vingança de Deus contra os inimigos de seu povo).
§ O Reino de Deus está no centro do ministério de Jesus – Mt 4.17; Lc 17.21 (dentro de vós ou no meio de vós)
§ Para Jesus, duas características sobre o reino são importantes:
a) O Reino de Deus é tanto futuro quanto presente. O Reino de Deus já ocorreu por causa de Jesus, mas ainda deve ser alvo da busca dos discípulos (venha a nós o teu reino).
b) O Reino de Deus promove um ataque ao mal sob todas as suas formas. Onde o Reino de Deus chega, o mal é confrontado (dor, doença, morte, pecado, exclusão religiosa etc)
Veremos três aspectos relacionados à compaixão que surge pela vinda do Reino de Deus:
1. A compaixão do Pai
§ “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu seu filho...”
§ A imagem de Deus apresentada pela Bíblia é de um Deus apaixonado pelo ser humano, um Deus que ama a todos sem lhes impor condições.
§ A compaixão é demonstrada na libertação realizada por Deus – “Vi a aflição do meu povo,que está no Egito, e ouvi o seu clamor (...) Conheço-lhes o sofrimento, por isso desci a fim de livrá-los.” (Êx 3.7-8)
§ A compaixão do Pai é revelada nas parábolas do Filho – Lc 15.11-24 (A Parábola do Filho Pródigo)
2. A COMPAIXÃO DO FILHO REVELADA NA ENCARNAÇÃO
JESUS E SEU MINISTÉRIO
QUEM FOI JESUS?
ü Nasceu entre 7-4 aC, e não no ano 0.
ü Foi um galileu (“homem da periferia”).
ü Galiléia, localizada no extremo norte do Império Romano, não tinha ligações com o Templo em Jerusalém (exceto quando os representantes do Templo vinham cobrar impostos).
ü Foi um carpinteiro,isto é, um camponês que não tem terra.
ü Família pobre – Lc 2.22-24 (ver Levítico 12.8)
ESTRUTURA SOCIAL DA PALESTINA (SÉCULOS I-II)
Ricos:
• Senadores romanos: 1000 famílias para um império de 50 milhões. Salário médio = 400.000 denários
• Cavaleiros: 50000 (salário: 200.000 denários)
• Decuriões: 5 % da população do império. Salário: 25.000 denários
Classes intermediárias: artesãos, comerciantes, marinheiros etc.
POBRES:
• Biscateiros: trabalham quando há oportunidades
• Mendigos, cegos, aleijados, mulheres abandonadas, crianças abandonadas, viúvas
• Maus pagadores: acabavam tornando-se semi-escravos.
HÁ UMA TRIPLA TAXAÇÃO SOBRE O CAMPONÊS.
PAGA-SE IMPOSTO:
a) Ao Império Romano (taxa militar);
b) Às elites governamentais regionais (por exemplo, o rei Herodes);
c) Ao Templo de Jerusalém (imposto religioso).
Alguns pesquisadores afirmam que essa tributação chegava a 60% da renda das famílias camponesas.
• Isso gera um empobrecimento muito forte da região, em especial, na Galiléia.
• A vida na Palestina do I século não era fácil: fome, banditismo, doenças surgem em todos os lados.
• Daí o surgimento de vários messias com palavras de esperança e/ou vingança contra os “inimigos” (romanos). Um exemplo é Simão Barkorba (por volta do ano 132 dC).
• Antes, durante e depois do tempo de Jesus, existem “messias” – ver At 5.35-37
§ O caráter do ministério de Jesus está registrado em Lucas 4.16-21, onde Jesus, na sinagoga, repete o texto de Isaías 61. Assim, as promessas de Isaías se cumprem no ministério de Jesus.
§ É necessário não se esquecer da dimensão humana de Jesus. Jesus é o Cristo, mas também é o Nazareno. Assim, não é possível separar a encarnação da missão. Só pode existir missão cristã se houver encarnação!
§ Jesus esvaziou-se, assumiu figura humana e, sob a forma de um ser humano, veio anunciar a salvação do Reino de Deus em nosso meio.
§ Na posição de nazareno, Jesus enxergou a vida religiosa de seus dias a partir da periferia. “Pode algo de bom vir de Nazaré?”
§ “No ventre de Maria, Deus se fez homem. Na oficina de José, Deus se fez classe”
§ É interessante que o anúncio do nascimento de Jesus é dado, primeiramente, aos pobres (pastores de Israel); o evangelho do Reino foi anunciado aos pobres!
DESTAQUE AOS MARGINALIZADOS
1. Lc 10.30 / 17.1 – SAMARITANOS
Quem eram os samaritanos? Duas possibilidades:
1. Eles seriam colonos estrangeiros tranplantados na Samaria pelos assírios para substituir os israelistas deportados em 721 aC. Estes estrangeiros teriam trazido seus deuses, misturando o culto a eles com o culto a Javé.
2. Eles descenderiam das tribos de Efraim e de Manassés, e seriam os únicos continuadores da fé israelita tal qual ela aparece no Pentatêuco
Nunca foram vistos com bons olhos pelos israelitas, mas a ruptura total ocorreu devido à construção do templo em Gerazim no ano de 332 aC. São excluídos por razões religiosas e políticas.
2. Lc 5.27-32 – PUBLICANOS
Os publicanos eram cobradores de impostos. Numa sociedade dominada pelo estrangeiro, eles são considerados traidores de seu próprio povo. São excluídos por razões religiosas e políticas.
3. Lc 7.36-50 – PECADORES, LEPROSOS e PROSTITUTAS
São excluídos por razões morais e religiosas.
Helmut Thielicke - “encarar a miséria do próximo é o primeiro ato de amor ao próximo”.
Embora a estrada seja uma só – um caminho que descia de Jerusalém para Jericó – existem diferentes modos de se caminhar por ela. Pela mesma estrada, passaram um homem comum, um assaltante covarde e violento, um sacerdote indiferente, um levita insensível, e um samaritano cheio de compaixão. Assim, embora a estrada seja a mesma para todos, ela se transforma a partir das ações dos que caminham por ela. Essa é a diferença: como andamos no caminho do Reino de Deus? A pergunta a ser feita é: o que nós fazemos, na vida, com aquilo que aprendemos no culto? Como agimos na estrada para Jericó, nós que acabamos de sair de Jerusalém? Que tipo de fruto nossa fé produz no dia-a-dia e na vida das pessoas que estão ao nosso redor?
O culto a Deus é feito de amor que sempre gera ações na vida, pois o único lugar que a verdadeira religião cristã pode se manifestar é na própria existência. O Templo e a vida são um só na ótica do Reino. É por isso que Tiago nos diz que a religião pura e sem mácula para com o nosso Deus e Pai é “visitar os órfãos e as viúvas nas suas tribulações e a si mesmo guardar-se incontaminado do mundo” (Tg 1.27), e que as obras são sempre o sinal de uma fé viva e atuante (Tg 2.14-18).
4. Lc 8.2-3 – MULHERES
Além destas, Lucas fala sobre a cura da mulher com fluxo de sangue. Considerada constantemente impura pela religião farisaica, impedida de participar do culto.
Ao agir na vida dessas duas pessoas, Jesus destruiu as categorias “puro” e “impuro” defendidas pela religião de sua época. A mulher com hemorragia entrava na categoria de impura, bem como a menina morta (era proibido tocar em cadáveres). Jesus pouco se importou com isso. Em vez de ficar contaminado pelos “impuros” (conforme definidos pelos religiosos), Jesus inverteu o processo e purificou estas pessoas. A mulher com fluxo de sangue não tornou Jesus impuro; ela se afastou curada. A menina morta não contaminou Jesus; foi ressuscitada. Aqui existe uma lição importante para nós, cristãos: seguindo o exemplo de Jesus, nós podemos ser agentes da santidade de Deus, mesmo em meio a um mundo impuro e que jaz no maligno
5. Lc 6.20-21 – POBRES
Ver também Lc 21 – a oferta da viúva pobre
O Evangelho em Lucas também é para os ricos – Zaqueu e Bartimeu (Lc 18.35-19.10)
6. Mc 1.40-45 – LEPROSOS
CHAVE HERMENÊUTICA PRESENTE NO EV. LUCAS:
O JUBILEU
• Lv 25: O ano do Jubileu.
• Dt 15.1-11: olhar para os oprimidos.
• Is 61.1-2: ano aceitável do Senhor (JUBILEU).
• Lc 4.16-21: o caráter do ministério de Jesus.
• At 2.44-47; 4.32-35: o caráter da Igreja Primitiva.
3. A COMPAIXÃO DO ESPÍRITO REVELADA PELA IGREJA.
• O Espírito é enviado pelo Pai,por meio do Filho, a este mundo para que “este mundo não se arruine, mas viva” (J. Moltmann)
• É a habitação do Espírito em nós que possibilita a missão cristã.
• Esta missão deve ser encarnacional. “Assim como o Pai me enviou, eu vos envio” (Jo 20.21). Esta é a base da nossa missão como cristãos. Encarnar significa assumir-se como cidadão (do céu) no mundo; significa conhecer este mundo, ouvir suas necessidades.
A COMPAIXÃO REVELADA NO CUIDADO COM O PRÓXIMO
• O Espírito nos envia ao nosso próximo.
• Qualquer relacionamento com Deus que não resulte em envolvimento com a dor e o sofrimento alheios não pode ser verdadeiro.
• LER I Jo 4.7-21
FRASES IMPORTANTES:
§ Se Jesus amou o mundo de tal maneira que entrou nele através da encarnação, como podem seus seguidores proclamar que amam o mundo procurando escapar dele?
§ “Religião trata tanto do céu quanto da terra... Qualquer religião que professar estar preocupada com as almas dos homens e não está preocupada com a pobreza que os predestina à morte, com as condições econômicas que os estrangula e com as condições sociais que os tornam paralíticos, é uma religião seca como poeira!” (MARTIN LUTHER KING JR)
§ “Vocês vieram, colocaram uma Bíblia em nossas mãos e nos ensinaram a orar fechando nossos olhos. Enquanto estávamos de olhos fechados, vocês nos roubaram tudo, inclusive nossas bíblias”. (bispo anglicano, África do Sul, Desmond Tutu)
§ RENÉ PADILLA: nossa evangelização precisa ser algo que “se oriente para o rompimento da escravidão do homem no mundo e que não seja uma expressão da escravidão da igreja ao mundo (...) Não há lugar para estatísticas sobre quantos morrem sem Cristo a cada minuto se elas não considerarem quantos dos que assim morrem são vítimas da fome. Não há lugar para a evangelização que, ao passar junto ao homem que foi assaltado pelos ladrões enquanto descia pelo caminho de Jerusalém a Jericó, vê nele uma alma que deve salvar-se mas passa por cima do homem”.
§ Nosso chamado é uma convocação à uma missão integral, que cuida da alma e do corpo; que espera com fé pelas delícias do Céu, mas que também age, aqui e agora, para aliviar o sofrimento humano sob qualquer forma que este se apresente.
§ Mt 25.31-46 – revela como o juízo de Jesus está intimamente ligado à atitude social que a igreja deve manter para com o próximo
Tanto a sociedade moderna quanto a Igreja precisam reconstruir seus valores e ideais, adotando um novo (e mais justo) estilo de vida. Cabe aqui uma pergunta formulada pelo pastor e escritor Anthony Campolo, quando percebeu que 73% dos cães de estimação norte-americanos estão com peso acima da média: que tipo de povo daria comida demais a animais de estimação enquanto deixa crianças morrerem de fome nos países mais pobres? Esta idiosincrasia invadiu a igreja, tornando seus muros fechados e altos demais, forçando a pobreza e o sofrimento alheios a permanecerem do lado de fora. Ao adotar esta postura, entretanto, a igreja perde seu papel, compromete sua missão, repudia a mensagem do Evangelho e trai a Seu Senhor, na medida em que, para Jesus, a missão relaciona-se intimamente com o amor prático, que precisa ser demonstrado pela igreja, àqueles que tem fome, sede, estão nús, ou aprisionados em sua vida (Mt 25).
Creio que vale a pena aqui transcrever um texto bíblico que fale qual tipo de religião Deus deseja para Seu povo: o que está registrado em Isaías 1.10-20. Este texto possui início, meio e fim:
a) É dirigido ao povo de Israel (Estado e sociedade), porém o profeta o chama de “Sodoma e Gomorra”. Isto equivale a um insulto muito forte.
b) Deus diz ao povo: “Eu não tenho alegria no culto que vocês oferecem! Estou farto! Todo o esforço religioso que vocês apresentam me é cansativo!”
c) Deus destrói a liturgia. Acaba com as ofertas e o culto por causa do pecado do homem: mãos cheias de sangue provocadas não diretamente pelo ato de matar, mas sim pela conivência em não cuidar do oprimido. É esta atitude que Deus despreza! É interessante perceber que, em hebraico, as palavras órfão, viúva e pobre têm o mesmo radical; são quase sinônimos.
d) O que Deus exige (não pede ou convida, mas exige, com toda a força desta palavra) que seu povo: repreenda o opressor e defenda o direito do órfão e da viúva.
e) Portanto, uma Igreja que se associa ao poder, e demoniza o pobre perdeu de vista a missão de Deus. O desafio da Igreja é defender aquele que ninguém quer defender. Como diz Provérbios: “Abre a boca em favor do mudo, pelo direito de todos os que se acham desamparados. Abre a boca, julga retamente, e faze justiça aos pobres e aos necessitados” (Pv 31.8-9).
quarta-feira, 7 de abril de 2010
A LIBERDADE TEM BOM PREÇO
“Estai pois firmes na liberdade com que Cristo nos libertou, e não torneis a meter-vos debaixo do jugo da servidão” – (Efésios 5:1)
Qualquer ser vivo considera a liberdade como o bem mais precioso de sua vida. É um fenômeno inato tanto aos seres irracionais quanto ao ser humano. Para estes, a privação da liberdade é o maior castigo que pode existir. Perder a liberdade será, sem dúvida, não ter razão para viver.
Os crentes da Igreja de Éfeso estavam sendo aconselhados pela experiência de Paulo, o apóstolo, para que se apercebessem do valor da liberdade que acabavam de receber quando a verdade do Cristo ressurreto entrou em suas vidas e os fez experimentar uma liberdade outrora desconhecida e que, agora, sutilmente estava sendo tirada deles, através de costumes religiosos que desejavam colocar-lhes um jugo que não correspondia à condição de cristãos libertos de princípios e rituais religiosos, para serem, de fato, livres para servirem a Deus de maneira racional, inteligente e livre. Os costumes dos religiosos judeus estavam tentando incutir na mente dos cristãos efésios as obrigações judias que em nada se achegariam à maneira de ser da mente renovada que o conhecimento e a reconciliação com Deus lhes permitiam viver. Isso tudo porque até hoje um judeu nada tem a ensinar a um cristão, muito menos bitolar a adoração e o costume livre deste ser de Cristo e de Deus. A rejeição dos judeus à pessoa de Jesus – que é histórica –, não dá condições de um judeu passar valores a um cristão. Em comum entre os dois só a raiz abraâmica, nada mais!
Os movimentos neo-pentencostais estão reavivando a prática judaizante com a elevação de símbolos judeus ao altar do Novo Testamento. A cada dia mais símbolos, palavras e práticas judias estão adentrando pelos templos ditos evangélicos. O “Shofar” tem sido usado para uma abertura “triunfal” em muitos cultos. O castiçal de sete velas está imponente e luzidio nos altares e púlpitos. E por aí vai! Para anunciar o Jesus Cristo tão conhecido em nossa língua portuguesa, já estão pronunciando o “Yeshua Hamatia”, causando confusão na mente de pessoas mais simples e que não sintonizaram o hebraico. Ora, isso é o judaísmo que está chegando e sendo até o causador de mal-entendidos que, por certo, serão de bom proveito para o diabo.
O que parece uma novidade para a maioria hoje, é uma velha tática demoníaca: fazer o crente deixar a simplicidade do Evangelho de Cristo para dar lugar e ouvido às coisas que já foram sepultadas para nós e que, postas em prática, em nada vão nos edificar; simplesmente nos farão ficar sob um jugo que não nos será útil na caminhada.
Mas, como a gente sabe, a liberdade tem seu preço. Nesse caso, o preço é a vigilância aos princípios da Palavra de Deus. Quem tem a Bíblia Sagrada como regra de fé e prática, não é presa dessas artimanhas do maligno.
Pr. Paulo Lima
Qualquer ser vivo considera a liberdade como o bem mais precioso de sua vida. É um fenômeno inato tanto aos seres irracionais quanto ao ser humano. Para estes, a privação da liberdade é o maior castigo que pode existir. Perder a liberdade será, sem dúvida, não ter razão para viver.
Os crentes da Igreja de Éfeso estavam sendo aconselhados pela experiência de Paulo, o apóstolo, para que se apercebessem do valor da liberdade que acabavam de receber quando a verdade do Cristo ressurreto entrou em suas vidas e os fez experimentar uma liberdade outrora desconhecida e que, agora, sutilmente estava sendo tirada deles, através de costumes religiosos que desejavam colocar-lhes um jugo que não correspondia à condição de cristãos libertos de princípios e rituais religiosos, para serem, de fato, livres para servirem a Deus de maneira racional, inteligente e livre. Os costumes dos religiosos judeus estavam tentando incutir na mente dos cristãos efésios as obrigações judias que em nada se achegariam à maneira de ser da mente renovada que o conhecimento e a reconciliação com Deus lhes permitiam viver. Isso tudo porque até hoje um judeu nada tem a ensinar a um cristão, muito menos bitolar a adoração e o costume livre deste ser de Cristo e de Deus. A rejeição dos judeus à pessoa de Jesus – que é histórica –, não dá condições de um judeu passar valores a um cristão. Em comum entre os dois só a raiz abraâmica, nada mais!
Os movimentos neo-pentencostais estão reavivando a prática judaizante com a elevação de símbolos judeus ao altar do Novo Testamento. A cada dia mais símbolos, palavras e práticas judias estão adentrando pelos templos ditos evangélicos. O “Shofar” tem sido usado para uma abertura “triunfal” em muitos cultos. O castiçal de sete velas está imponente e luzidio nos altares e púlpitos. E por aí vai! Para anunciar o Jesus Cristo tão conhecido em nossa língua portuguesa, já estão pronunciando o “Yeshua Hamatia”, causando confusão na mente de pessoas mais simples e que não sintonizaram o hebraico. Ora, isso é o judaísmo que está chegando e sendo até o causador de mal-entendidos que, por certo, serão de bom proveito para o diabo.
O que parece uma novidade para a maioria hoje, é uma velha tática demoníaca: fazer o crente deixar a simplicidade do Evangelho de Cristo para dar lugar e ouvido às coisas que já foram sepultadas para nós e que, postas em prática, em nada vão nos edificar; simplesmente nos farão ficar sob um jugo que não nos será útil na caminhada.
Mas, como a gente sabe, a liberdade tem seu preço. Nesse caso, o preço é a vigilância aos princípios da Palavra de Deus. Quem tem a Bíblia Sagrada como regra de fé e prática, não é presa dessas artimanhas do maligno.
Pr. Paulo Lima
quarta-feira, 24 de março de 2010
Sonho missionário de Daniel
Numa conferência missionária o pregador falava sobre a necessidade de ofertas para a obra missionária. Ele desafiou cada pessoas, presente, a orar e perguntar ao senhor de quanto deveria ser sua participação financeira para a obra de missões naquele ano. Ao chegar em casa Daniel orou ao senhor conforme orientado pelo pregador. Ele dormiu e sonhou que viajava para visitar um campo missionário. Quando chegou ao pais do seu destino, viu uma grande multidão no amplo saguão do prédio do aeroporto.
Algumas pessoas, naquela multidão, estavam sorridentes, bem vestidas e saudáveis, demonstrando grande alegria e contentamento. Entretanto, a grande maioria estava magra, vestia farrapos e revelava no olhar tristeza, incerteza e angústia.
Daniel nunca tinha visto, em toda a sua vida, olhares como aqueles. Ele se sentiu imensamente incomodado por aqueles olhares tão suplicantes e perguntou que era aquelas pessoas e por que se mostravam tão tristes. Responderam que era os que ainda esperavam pela manifestação de amor do povo de Deus ao mundo.
Daniel sabia que o amor missionário de muitos já proporcionou que a mensagem de Deus chegasse a muitas pessoas naquele país, mas ainda não eram suficientes para levar as boas-novas a todo o povo. A grande maioria ainda precisava ser alcançada com o evangelho da salvação. Eles ainda esperavam por pregadores da palavra, por bíblias e instruções bíblicas. Daniel acordou entendendo o significado do seu sonho. Aquelas pessoas são os bilhões que ainda estão esperando... esperando... esperando... esperando... Assim, naquele mesmo instante, em oração ele afirmou um propósito com Deus: “Farei o meu melhor para ajudar os povos que estão espalhados pelo mundo, mas que não foram alcançados pela mensagem do Evangelho”.
Muitos, ainda, estão esperando a manifestação dos filhos de Deus ao mundo. Será que muitos ainda estão esperando também sonhar com o apelo de missões, para dizer sim ao chamado de Cristo?
Pr. Sebastião Lúcio Guimarães
(ex missionário de missões mundiais na África do sul)
Algumas pessoas, naquela multidão, estavam sorridentes, bem vestidas e saudáveis, demonstrando grande alegria e contentamento. Entretanto, a grande maioria estava magra, vestia farrapos e revelava no olhar tristeza, incerteza e angústia.
Daniel nunca tinha visto, em toda a sua vida, olhares como aqueles. Ele se sentiu imensamente incomodado por aqueles olhares tão suplicantes e perguntou que era aquelas pessoas e por que se mostravam tão tristes. Responderam que era os que ainda esperavam pela manifestação de amor do povo de Deus ao mundo.
Daniel sabia que o amor missionário de muitos já proporcionou que a mensagem de Deus chegasse a muitas pessoas naquele país, mas ainda não eram suficientes para levar as boas-novas a todo o povo. A grande maioria ainda precisava ser alcançada com o evangelho da salvação. Eles ainda esperavam por pregadores da palavra, por bíblias e instruções bíblicas. Daniel acordou entendendo o significado do seu sonho. Aquelas pessoas são os bilhões que ainda estão esperando... esperando... esperando... esperando... Assim, naquele mesmo instante, em oração ele afirmou um propósito com Deus: “Farei o meu melhor para ajudar os povos que estão espalhados pelo mundo, mas que não foram alcançados pela mensagem do Evangelho”.
Muitos, ainda, estão esperando a manifestação dos filhos de Deus ao mundo. Será que muitos ainda estão esperando também sonhar com o apelo de missões, para dizer sim ao chamado de Cristo?
Pr. Sebastião Lúcio Guimarães
(ex missionário de missões mundiais na África do sul)
sábado, 6 de março de 2010
sexta-feira, 5 de março de 2010
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